domingo, 8 de janeiro de 2017

Benefícios da administração com consciência ecológica

O fator ambiental vem mostrando a necessidade de adaptação das empresas e consequentemente direciona novos caminhos na sua expansão. As empresas devem mudar seus paradigmas, mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, tudo voltado para o aprimoramento de seu produto, adaptando-o à nova realidade do mercado global e corretamente ecológico.
Para Winter apud Callenbach (1993), seis são as razões pelas quais todo administrador ou empresário responsável deve implementar os princípios da administração com consciência ecológica em sua companhia:
Sobrevivência humana – sem empresas com consciência ecológica, não poderemos ter uma economia com consciência; sem uma economia com consciência ecológica, a sobrevivência humana estará ameaçada.
Consenso público – sem empresas com consciência ecológica, não haverá consenso entre o povo e a comunidade de negócios; sem esse consenso, a economia de mercado estará politicamente ameaçada.
Oportunidades de mercado – sem administração com consciência ecológica, haverá perda de oportunidades em mercados em rápido crescimento.
Redução de riscos – sem administração com consciência ecológica, as empresas correm o risco de responsabilização por danos ambientais, que potencialmente envolvem imensas somas de dinheiro, e de responsabilização pessoal de diretores, executivos e outros integrantes de seus quadros.
Redução de custos – sem administração com consciência ecológica, serão perdidas numerosas oportunidades de reduzir custos.
Integridade pessoal – sem administração com consciência ecológica, tanto os administradores como os empregados terão a sensação de falta de integridade pessoal, sendo, assim, incapazes de identificar-se totalmente com seu trabalho.
                          A transição dos anos 90 rumo a uma consciência ambiental
Visão Dominante
Visão da Ecologia Profunda
Meio ambiente natural é visto, principalmente, como fonte de recursos para pessoas e indústrias
Toda natureza tem um valor intrínseco, não somente como “recursos”
Crescimento na produção industrial e no consumo de energia e recursos naturais para satisfazer o crescimento populacional
Todas as espécies foram criadas iguais
Crença de que os recursos são infinitos
Os recursos da Terra são limitados, impondo limites reais ao crescimento
Progresso tecnológico continuará a produzir soluções para todos os problemas
Tecnologia deve ser apropriada, tanto em termos humanos quanto ambientais. A ciência não tem todas as respostas
Consumismo: o consumidor é o rei
Ao invés do consumismo, o objetivo deve ser simplificar nossas necessidades – como nos coloca o “Lifestyle Movement”: viva simplesmente para que os outros possam simplesmente viver
Estruturas de poder centralizadoras
Estruturas de poder deverão ser descentralizadas, baseadas em biorregiões naturais e afinadas com os direitos e requisitos das minorias


Fonte: A busca de estratégias competitivas através da gestão ambiental, por Maria Elizabeth Pereira Kraemer

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