sexta-feira, 25 de junho de 2010

Permacultura

     
A primeira vez que ouvi o termo permacultura foi há bem pouco tempo atrás, há cerca de dois anos  quando fazia a minha pós-graduação em educação ambiental. Confesso que o assunto despertou muito a minha curiosidade e a vontade de saber mais. Pensei até em fazer a monografia voltada para o assunto, mas depois acabei optando por outro tema porque os meus conhecimentos eram muito limitados para fazer um bom trabalho.
    
Segundo a Wikipédia, a permacultura é um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.
    
Foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren, na década de 1970. O termo veio de permanent agriculture (agricultura permanente), e mais tarde passou a significar permanent culture (cultura permanente). A sustentabilidade ecológica, que era a ideia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos.
    
Segundo a rede Permear, para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
    
De acordo com o IPEMA (Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica), a Permacultura trata as plantas, animais, construções, infraestruturas (água, energia, comunicações) não apenas como elementos isolados, mas como sendo todos parte de um grande sistema intrinsecamente relacionado.
     Princípios da Permacultura:
     1) Cuidado com o planeta
     2) Cuidado com as pessoas
     3) Compartilhar excedentes (inclusive conhecimentos)
     4) Limites ao consumo

Fonte: Wikipédia, Rede Permear, IPEMA, Grupo de Permacultura da UFSC
Imagem: Juliano Riciardi

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Degradação dos solos no Rio Grande do Sul

Início da arenização do solo em São Francisco do Sul
A utilização do solo em grande escala e o avanço da fronteira agrícola no sul do Brasil baseou-se em sistemas trazidos pelos colonizadores europeus. Os alemães começaram a chegar ao estado em 1824. Eles colonizaram a parte inferior da encosta do planalto Norte-Rio-Grandense, sobretudo os vales dos rios Caí, Sinos, Pardo e Taquari. Em 1875 chegaram ao Rio Grande do Sul os primeiros italianos, que colonizaram a parte superior da encosta e a borda do planalto.
   
O fato de os imigrantes trazerem ao estado técnicas de cultivo adequadas aos solos de clima temperado, que envolvia intenso revolvimento do solo, contribuiu para a degradação dos solos do Rio Grande do Sul. Isso porque o sistema utilizado pelos primeiros agricultores no nosso estado baseava-se na retirada de resíduos vegetais da superfície e na intensa mobilização do solo, com o objetivo de oferecer condições ideais para a germinação das sementes. Esse sistema de cultivo é reconhecido como convencional.
   
Estas colônias desenvolveram-se rapidamente, à custa da fertilidade natural dos solos de mata, porém, logo entraram em declínio devido ao empobrecimento do solo que, com o esgotamento da matéria orgânico e nutriente, tornaram-se ácidos e improdutivos. Com a exaustão do solo pelos cultivos e aumento populacional, houve o deslocamento dos imigrantes para novas áreas de colonização na zona de matas subtropicais do Planalto Médio, Missões e encostas do rio Uruguai, onde a fertilidade natural dos solos era baixa, dificultando a fixação dos agricultores nesses locais.
      A partir do momento em que os solos do Rio Grande do Sul ficaram exaustos, ocorreu o aumento da migração para outros estados, ocorridos nas décadas de 60 e 70, quando houve a ampliação do tamanho das propriedades e aumento da área cultivada por causa da implantação de uma agricultura mecanizada e utilização de fertilizantes.

Fonte: ARAÚJO, Regina Bolico. Degradação dos solos por erosão hídrica e o meio ambiente. Monografia da Pós graduação em Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Naturais.
Imagem: Serra Geral - autor: Alex Pereira
Imagem: Mapa - autor Raphael Lorenzeto de Abreu

terça-feira, 1 de junho de 2010

Impactos ambientais nos manguezais

Os manguezais e as restingas são ecossistemas de "alta produtividade biológica" que estão entre os mais degradados do Brasil.

Manguezal é uma zona úmida, definida como “ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, característico de regiões tropicais e subtropicais, sujeito ao regime das marés” (SCHAEFFER-NOVELLI, Y. Manguezal ecossistema entre a terra e o mar.São Paulo: Caribbean Ecological Research, 1995, p. 7).

Os manguezais são formados por uma série de fisionomias vegetais resistentes ao fluxo das máres- e, portanto, ao sal -, desde árvores e outras espécies arbustivas, passando por bancos de lama e de sal, salinas e pântanos salinos. Entre essas fisionomias estão os apicuns, também chamados de "slagados". Cientificamente são definidos como um ecótono, uma zona de transição, de solo geralmente arenoso, sem cobertura vegetal ou abrigando uma vegetação herbácea. ( Adaptado do artigo de QUARTO, A. Brazil's Shrimp Farm Industry: Not for the Birds. Mangrouve Action Project - MAP )

Segundo o mapeamento realizado pelo MMA em 2009, os manguezais abrangem cerca de 1.225.444 hectares em quase todo o litoral brasileiro, desde o Oiapoque, no Amapá, até a Laguna em Santa Catarina, constituindo zonas de elevada produtividade biológica, uma vez que acolhem representantes de todos os elos da cadeia alimentar. Estão morfologicamente associados a costas de baixa energia ou a áreas estuarinas, lagunares, baías e enseadas que fornecem a proteção necessária ao seu estabelecimento (DIEGUES, A. C. Povos e Águas - Inventário de áreas úmidas brasileiras. 2 ed. São Paulo. Nupaub/USP, 2002. p 15-18.).

Sua localização foi decisiva para explicar essa devastação, isto é, abrangem a faixa costeira, que é a mais populosa do nosso país.

Diversas ações humanas combinadas afetam os manguezais e as restingas, como:
* a expansão urbana desordenada, que polui suas águas e solos;
* o derramamento de petróleo nas refinarias e nos terminais de embarque e desembarque da Petrobrás e nos polos petroquímicos localizados em suas áreas;
* a grande concentração de capitais estaduais pelo litoral, com o lançamento de esgotos e a movimentação de importantes portos;
* pesca predatória, a ocupação irregular do solo e a poluição causada por polos industriais instalados em áreas litorâneas;
* o crescimento da rede hoteleira em decorrência da atividade turística.

Fonte - livro: ALMEIDA, Lucia Marina e RIGOLIN, Tércio Barbosa. Geografia; geografia geral e do Brasil
Fonte - internet: Ministério do Meio Ambiente.
Imagem: Galeria de deltafrut
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