domingo, 30 de maio de 2010

Os manguezais

        
Manguezais são terras planas, baixas e lamacentas, localizadas nas costas litorâneas das regiões tropicais, junto aos desaguadouros dos rios, no fundo de baías e nas enseadas. Estando em terrenos baixos e em contato com o mar, os manguezais contêm águas de baixo ou médio teor de salinidade. Os bosques de mangues, fixados sobre terreno lamacento, apresentam características muito particulares, como: temperaturas tropicais; área constantemente sob o controle e o fluxo das marés, que são de grande amplitude; depósitos volumosos de silte e areia fina, argila e grande quantidade de matéria orgânica, todos materiais típicos das áreas tropicais; baixos níoveis de energia cinética.

Os manguezais localizam-se na sua maioria fora dos litorais de mar aberto. Estão sempre associados às áreas de fortes mares, porém abrigados dos fortes ventos e das ressacas; caracterizam-se por uma vegetação halófita tropical de mata, com algumas poucas espécies especiais que crescem na vasa marítima da costa ou no estuário dos rios. Os manguezais de todo o mundo ocupam uma área de aproximadamente 20 milhões de hectares, distribuídos principalmente nas latitudes intertropicais. No Brasil, os manguezais espalham-se por toda a faixa litorânea, desde o Amapá até Santa Catarina.
        
Os manguezais são ecossistemas importantes  para as populações que vivem fixadas ao longo do litoral, por causa da grande quantidade de crustáceos, moluscos e peixes que vivem nos mangues.
As porções mais ricas em vida marinha são as situadas junto às costas dos manguezais. Por essa razão, são vitais para a fauna e a flora marinha. Além disso, os manguezais formam extensos reservatórios que podem minimizar a ação de ventos fortes, como os ciclones.
Fonte - livro: SCARLATO, Francisco Capuano e PONTIN, Joel Arnaldo. Do nicho ao lixo: ambiente, sociedade e educação.
Imagem: Galeria de deltafrut

sábado, 29 de maio de 2010

O carbono e as mudanças na atmosfera


Certos componentes da atmosfera são medidos há 150 anos em várias partes do mundo. Isso permite acompanhar mudanças na proporção de gases estufa, assim como o ingresso de novos gases. Essencial para a vida, o gás carbônico, ou dióxido de carbono, é o mais influente da lista. É formado por um átomo de carbono, ligado a dois átomos de oxigênio. C+20=CO2
 
Através de reações químicas e físicas, os átomos de carbono transitam nos meios sólido, liquido e gasoso.E estão no CO2 do ar. Mas fazem parte do monóxido de carbono, metano, hidrofluorcarbono e perfluorcarbono, nocivos à nossa saúde. O carbono também compõe seres vivos, como nós, humanos. No subsolo, integra combustíveis fósseis.
 
No século XIX, o ar continha 280 partes por milhão (ppm). Equivale a apenas 2,8 mililitros em um litro (0,028%). Parece pouco, mas a temperatura média subiu cerca de 0,8°C de lá para cá. E isso pode ser a razão de eventos climáticos mais intensos, inundações e estiagens frequentes. A grande seca que afetou a Amazônia em 2005 foi considerada um alerta dos eventos que podem acontecer pelo aquecimento global.
Fonte: Mudanças ambientais globais. Pensar+agir na escola e na comunidade
Imagem: FischX (Translated ans slightly modified by Pedro Spoladore)


quinta-feira, 27 de maio de 2010

O ar que nos protege

No começo, não tínhamos o ar como é hoje, em torno da bola de fogo que era a Terra, só havia uma mistura de gases, feita principalmente por hélio e hidrogênio.
 
Há cerca de 3,5 bilhões de anos, a Terra já esfriara o bastante para formar uma crosta endurecida. Vulcões liberavam novos gases, como o vapor de água, dióxido de carbono, amoníaco, metano e óxido de enxofre. Na camada gasosa que envolvia o planeta, faltava o oxigênio livre.
 
Mais tempo se passou. Formaram-se os oceanos e surgiram organismos capazes de tirar o oxigênio (O2) do gás carbônico (CO2). A proporção de O2  na atmosfera subiu e parte do carbono foi absorvida na composição de seres vivos inanimados, como rochas.
 
A nova composição do ar garantiu temperatura e umidade estáveis. Também se formou uma camada com ozônio (O3na estratosfera (altitude média de 30 km), capaz de filtrar o excesso de raios ultravioleta do Sol, mortais para os seres vivos.


As moléculas de ar circulam no ambiente há milhões de anos. E por não ser visível, não ter gosto e não ter cheiro, a não ser quando está muito poluído, os cientistas  só buscaram entender suas propriedades há pouco mais de dois séculos. Ele é uma mistura de gases, formando uma fina camada em torno da Terra, que protege a vida ao manter a temperatura estável contra o frio externo.

Fazem parte do ar alguns dos chamados gases do efeito estufa, como dióxido de carbono (CO3), metano (CH4) e vapor d'água (H2O), que tem a capacidade de reter parte do calor do Sol refletido próximo da superfície terrestre. Graças a isso, a temperatura da Terra permaneceu em 15°C, em média, ao longo dos últimos milênios. Sem isso, a temperatura média seria bem mais alta, ou mais baixa (-17°C, segundo alguns cientistas), o que inviabilizaria a vida como ela é.


A partir da era industrial, as atividades econômicas aumentaram a descarga de uma grande variedade de poluentes na atmosfera, que podem alterar o equilíbrio original da atmosfera a ponto de prejudicar a vida no planeta.
Fonte: Mudanças ambientais globais. Pensar+agir na escola e na comunidade/Caderno ar
Imagem: Fernando Audibert

                                                                                                                                                         

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Retrospecto da questão ambiental no Brasil


As primeiras iniciativas governamentais mais objetivas de proteção ao meio ambiente ocorreram na década de 1930. Em 1934, foi instituído por lei o Código de Águas, que regulamentou a utilização e a proteção dos recursos hídricos, e aprovado o Código Florestal.

Entretanto, o meio ambiente só passou a ser uma real preocupação do governo a partir da década de 1960, por causa dos impactos provocados principalmente pela industrialização.
Nessa época surgiram as primeiras instituições governamentais para a proteção ambiental: o Programa Nacional de Saneamento e o Conselho Nacional de Poluição, criados em 1967.

A questão ambiental também foi impulsionada pela criação de entidades específicas do setor, como:
* a Secretaria Especial do Meio Ambiente - Sema (1973), vinculada ao Ministério do Interior e extinta em 1989;
* o Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama (1981), responsável pela formulação e aplicação de políticas ambientais;
* o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - Ibama (1989), organismo responsável pela fiscalização e administração de políticas do meio ambiente e pela preservação e uso racional dos recursos naturais.

Outros avanços nessa questão foram a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente, regulamentada desde 1983, e a criação do Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente (1985), que originou o Ministério do Meio Ambiente, em1999.

Na Constituição de 1988 foi inserido um capítulo sobre meio ambiente, considerado um dos mais avançados do mundo.

Em abril de 2000, foi criado o Programa Nacional de Florestas.

Fonte: TERRA, Lygia e COELHO, Marcos de Amorim. Geografia geral e geografia do Brasil;o espaço natural e socioeconômico.
Imagem: Desmatamento na Amazônia. Galeria de Ana_Cotta

sábado, 8 de maio de 2010

Degradação dos solos

"Erosão é o arrastamento de partículas constituintes do solo, pela ação da água em movimento, resultante da precipitação pluviométrica ou pela ação dos ventos  e das ondas".

Existem causas  físicas e causas mecânicas para a erosão. As causas físicas são oriundas das forças da natureza que, pela inexistência de proteção, atuam sobre o solo, prejudicando-o em suas qualidades naturais. Já as causas mecânicas se originam pela ação das máquinas e implementos agrícolas, comprimindo o solo ou mobilizando-o excessivamente.

A erosão hídrica dos solos é a mais preocupante no Brasil, pois  desagrega e transporta o material erodido com grande facilidade, principalmente em regiões de clima úmido, onde os resultados são mais drásticos. A
erosão hídrica  é o transporte, por arrastamento, de partículas do solo pela ação das águas. É um dos principais fatores de desagregação dos solos agrícolas, sendo que no sul do Brasil os maiores problemas ocorreram nas décadas de 1970 e 1980 com o avanço da modernização agrícola.

A erosão causada pela água  pode ser laminar,  em sulcos ou em voçorocas, que é a forma mais avançada da erosão, ocasionada por grandes concentrações de enxurrada que passam, ano após ano,  no mesmo sulco, que vai ampliando pelo deslocamento de grandes massas de solo, formando grande cavidades em extensão e profundidade.

Como a erosão é efeito e não causa, para recuperar o solo é fundamental dar a ele condiçoes de se regenerar para voltar a ter, pelo menos em parte,  suas condições naturais.

Fonte: ARAÚJO,Regina Bolico.Monografia Degradação dos solos por erosão hídrica e o meio ambiente. Pós-Graduação em Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Naturais.
Imagem: Voçoroca em Fortaleza dos Valos (RS) - autora: Julia Dietze
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