"Quando se fala na sustentabilidade do planeta Terra, as pequenas mas significativas ações cotidianas de cada um, valem muito mais do que longos e evasivos discursos impregnados de proposituras que raramente são transformadas em realidade". (Prof. Zenobio Eloy Fardin)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Repelentes naturais

Receita de repelente para a dengue
2 xícaras de folhas de citronela picadas e ½ litro de álcool.
Deixe a citronela banhada no álcool por 1 semana. Depois, borrifar nas paredes.
Repelente para traças e formigas
Pimenta-do-reino, cravo da índia ou malva cheirosa.
É só colocar em saches, por nas gavetas e armários.
Outro repelente para formigas é espalhar pó de café em pires pela casa. 
Formigas no açucareiro -
Colocar fatias de casca de limão no açucareiro.
Repelente para moscas e mosquitos
O odor da arruda e citronela é um repelente natural. Coloque um vaso em sua casa.
Cravo com limão repele mosquito -
Cravos espetados em limão afastam os mosquitos
Como acabar com as pulgas dentro de casa - 
Ingredientes:
1 litro de álcool
30 pedras de cânfora
1 copo de vinagre
1 pacotinho de cravo da índia
Modo de fazer:
Misture tudo e deixe em infusão até dissolver a cânfora.
Misture todos os ingredientes, coloque num borrifador de plantinhas.
Use bastante nos pêlos dos peludos (cães e gatos), na casa depois de varrer, nas casinhas deles… até em você pois o efeito repelente serve contra mosquitos em humanos também.
Depois é só dar o banho, secar e colocar mais a solução pra garantir.
Outro repelente para pulgas é a casca da laranja
Basta triturar as cascas para extrair o óleo e adicionar água.Espalhe com as mãos no pelo do animal.

Fonte: Saúde Integral, Amaiscpv

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sabão caseiro

Faz um tempão que estava à procura de um sabão caseiro que não contivesse sebo ou qualquer outro produto animal em sua fórmula. Encontrei no excelente essa receita. Com ela você economiza e reaproveita o óleo usado que normalmente as pessoas jogam fora poluindo as nossas águas.
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o óleo jogado nos esgotos, por ser um material mais leve do que a água, forma uma camada na superfície no local onde os efluentes são despejados. Desse modo, cria uma barreira que dificulta a penetração da luz e do oxigênio na água.
Isso compromete a qualidade das águas e o desenvolvimento dos organismos do plâncton, que são a base da cadeia alimentar, prejudicando a vida dos peixes. Há outros problemas causados pelo descarte do óleo de cozinha, tais como o entupimento da rede de esgoto e o consequente mau funcionamento das estações de tratamento.
Em decorrência disso, é necessário o emprego de outros produtos poluentes para retirar o óleo e desentupir os canos, resultando numa sequência crescente de poluição e de custos para reverter a situação.

Receita (Projeto Mão na Terra)
- 4 litros de óleo
- 2 litros de água quente
- 1 copo de detergente líquido de coco (300ml)
- 1/2 kg de soda caustica
Modo de preparar:
Em um balde de plástico dissolva o detergente e a soda cáustica na água quente. Coloque o óleo já coado e mexa até engrossar (cerca de 20 a 30 minutos). Despejar em formas de plastico e, após 2 dias, cortar os pedaços. Esperar 1 semana para uso. A receita rende aproximadamente 30 pedaços de sabão.
Observação: Cuidado com a soda caustica, pois é um produto químico corrosivo e deve ser manuseado com segurança para não causar queimaduras. Utilize luvas e óculos de proteção para evitar qualquer acidente.

Sabão caseiro (Embrapa)
Ingredientes:
– 1 balde de plástico de 25 litros
– 1,5 litro de água quente
– 6 litros de óleo de cozinha usado
– Essência aromática (opcional)
– Peneira plástica
– 1 kg de soda cáustica em escamas (teor de 99%)
– Bastão de madeira
– Caixas de papelão
– Plásticos
Modo de preparo:
Coe o óleo através da peneira, despeje no balde e misture a essência aromática. Acrescente toda a soda cáustica e mexa com o bastão de madeira. Se tiver restos de sabão ou sabonete, eles também podem ser adicionados.
Acrescente, devagar, a água fervente e continue misturando por uma hora, até começar a engrossar. Despeje o conteúdo nas caixas de papelão forradas com plásticos, para facilitar na hora de desenformar. Deixe descansando por um dia até o sabão endurecer e, quando estiver firme, corte em barras.
Deixe o sabão descansar por pelo menos três semanas antes de começar a usar, para que as reações químicas do processo terminem e diminua a ação da soda, tornando o sabão próprio para o uso.
Mas tenha cuidado. A soda cáustica é um reagente nocivo e corrosivo. É preciso usar luvas, avental, sapato fechado e óculos de segurança para proteção do corpo, mãos e olhos, uma vez que o contato do produto com a pele provoca queimaduras graves.
Como as reações químicas envolvidas no processo produzem calor, é preciso tomar cuidado ao misturar e despejar o sabão. Prepare o sabão em local aberto ou ventilado para evitar contaminação.

Sabão de Erva-Doce Órbita Terra)
Ingredientes:
-5 litros de óleo usado e coado
-1 copo americano de fubá
-500 ml de detergente líquido de coco
-1 litro de soda cáustica líquida
-1 litro de água fervente
-essência de erva doce
Modo de Preparo:
Em um balde grande, coloque o óleo coado, junte o fubá, o detergente, a soda cáustica e mexa bem. Depois de misturados acrescente a água fervente e a essência de erva doce e continue mexendo por 40 minutos sem parar.
Coloque a massa na forma e deixe descansar por dez dias até endurecer. Se for colocar em um recipiente único, corte no formato desejado antes de a barra endurecer completamente.
Sabão em barra com óleo e álcool
1 kg de soda cáustica em flocos
2 litros de água
4 litros de óleo de cozinha
1 litro de álcool
5 ml de essência
Essa receita é famosa.
Se preferir, você pode colocar elementos decorativos, como ervas aromáticas, especiarias, flores secas, conchas etc.
Coloque no balde a soda cáustica e adicione lentamente 2 litros de água quente. Misture com muito cuidado utilizando a colher de pau até a soda cáustica dissolver completamente. Junte os 4 litros de óleo e continue mexendo por 20 minutos.
Acrescente o álcool e a essência. Se quiser, este é o momento para colocar elementos de decoração. Misture até obter uma pasta consistente.
Despeje o conteúdo em um caixote de madeira forrado com um pano ou em formas, espalhe bem e acomode a pasta dentro do recipiente. Deixe secar por no mínimo 24 horas. Após a secagem, corte o sabão no tamanho desejado e enrole os pedaços em papel filme.

Sabão líquido com óleo e álcool
2 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de álcool
1/2 kg de soda em flocos ou escamas
É o mais rápido de ser feito.
Em um balde misture o álcool e a soda, depois, acrescente o óleo e mexa até fica homogêneo. Aguarde aproximadamente 30 minutos e acrescente dois litros de água fervente e dissolva o conteúdo.
Depois, misture 20 litros de água em temperatura natural. Guarde em recipientes. Este sabão é ótimo para limpeza geral.

Sabão com óleo e amaciante:
É o mais cheiroso.
5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água
200 ml de amaciante para roupas
1 kg de soda cáustica em flocos
Coloque a soda cáustica em um balde, em seguida, coloque a água fervendo e mexa até que a soda seja diluída. Acrescente o óleo aos poucos, em seguida coloque o amaciante e misture bem. Coloque em recipiente para secar e depois corte em tabletes.

Sabão com óleo e detergente:
É o mais econômico.
6 litros de óleo usado
1 litro de soda cáustica líquida
1 litro de detergente de coco
Despeje todo o conteúdo em um recipiente plástico. Não mexa. Despeje o conteúdo em outro recipiente e troque de recipiente, passando de um para o outro por quatro vezes. Não passe mais vezes, pois a mistura endurece e fica difícil tirar do recipiente. Despeje em uma caixa de papelão e espere até secar.

Sabão com óleo e coco:
2 litros de óleo de cozinha
500g de soda cáustica
2 cocos secos frescos
700 ml de água
125 ml de álcool
Bata no liquidificador a água e o coco até virar uma massa de grãos bem finos ou um creme homogêneo. Ferva este creme até reduzir a 3/4 da quantidade inicial, transformando-o em um creme de coco.
Esquente o óleo em uma panela, e coloque junto com o creme de coco em um balde. Acrescente a soda cáustica e misture até diluí-la completamente. Misture o álcool e mexa por 40 minutos.
Despeje o conteúdo em um recipiente liso forrado com papel manteiga. Aguarde endurecer e corte em tabletes.
Sabão de abacate:
Esse sabão pode ser usado na pele.
5 kg de polpa de abacate
1/2 kg de sebo derretido ou banha
400 g de soda cáustica
150 g de breu (encontrado em ferragens ou casas de produtos químicos)
Quando o abacate estiver maduro, corte-o no meio e separe o caroço e a casca da massa. Coloque toda a massa em uma vasilha limpa e acrescente a soda, o sebo e o breu. Mexa durante uma hora. Coloque numa caixa forrada com plástico ou em formas e deixe no mínimo 24 horas para secar. Corte em barras.
Para obter maior consistência, deve-se acrescentar duas ou três colheres de sopa de farinha de milho ou cinzas.
Antes de usar na pele, espere pelo menos um mês, o tempo faz com que o poder corrosivo da soda cáustica neutralize. O abacate possui óleos importantes, benéficos para a pele.

SABÃO DE CINZA ECOLÓGICO

Ingredientes:
• 1 litro de óleo de cozinha usado.
• 250 ml de água para a soda cáustica
• 3 litros de água para a coada das cinzas
• 1,5 kg de cinzas de madeira
• 150 g de Soda Cáustica em lasca por litro de óleo
• Aditivos: perfumes, flores, amido, ervas secas ou verdes, tinturas, óleos essenciais, etc...
• 2 vasilhas de vidro de pelo menos três litros
• molde
• plástico para os moldes
• Coador de papel
Como preparar o óleo reutilizado
Armazene o óleo em recipientes secos e deixe repousar por alguns dias. A maior parte da sujidade ficará sedimentada no fundo do recipiente.
Pode ainda aqueça o óleo e filtrar em coador de papel mas é um processo demorado e não vai ficar mais limpo do que o processo de sedimentação.
Como preparar a calda da soda Cáustica
Sempre adicione a solução de soda cáustica à água sob constante agitação. Nunca adicione água à solução de soda!
Algumas precauções básicas devem ser estritamente observadas.
O uso de óculos e de luvas, e se a solução de soda cáustica molhar a pele ou cair nos olhos, lave imediatamente e cuidadosamente com muita água limpa e procure um médico!
Como preparar o sabão "médio duro"!
1 - Colocar as cinzas em uma peneira fina ou um balde com pequenos furos , acamar bem.
2 - Apertar as cinzas contrao fundo e colocar a água, deixar coar sem mexer. Deixe coando toda a noite.
3- Ferver a água coada por 4 horas em fogo baixo e v ai reduzir até 0,5l.
4 - Fora do fogo: Juntar a água das cinzas fervida com o óleo morno mexer bem.
5 - Despeje lentamente a solução de soda cáustica no óleo, misturando constantemente. Imediatamente terá uma reacção: a mistura ficará mais clara e depois de alguns instantes ficará cremosa.
Continue mexendo até que a mistura com consistência de maionese.
6- Se quiser é nesta fase que vai usar os aditivos
7- Ainda com a consistência cremosa colocar o sabão no molde. Pode ser uma caixa forrada com plástico para depois endurecer cortar em barra ou pode usar moldes menores próprios
O endurecimento dependerá da temperatura ambiente. Com aproximadamente 20 °C uma noite será o suficiente, para temperaturas mais baixas teremos de esperar mais tempo.
8- O sabão, por ser um produto de uma reacção química, inicialmente rápida, mas que continua lentamente por mais algum tempo, deverá ficar por pelo menos 20 dias em repouso para "amadurecer" antes de ser usado.
Dica: Podemos variar a quantidade de água da nossa receita.
1/2 de água para 1 de óleo = sabão duro
quantidade de água igual a quantidade de óleo = sabão muito mole
Se acrescentarmos farinha e ou amido ao sabão ele ficará com uma consistência mais rija, alem de fazermos mais barras de sabão com a mesma quantidade de óleo e de soda cáustica.
Imagem : Como vovó fazia
Sabão de erva doce e limão:
Não usa nem óleo, nem soda
50g de erva doce
1 litro de água
1 sabão de coco ou caseiro
1 colher de sal
1 casca de limão
Liquidifique o limão e o sal em pouca água, coe em um coador de pano e reserve. Rale o sabão e coloque para ferver junto com a água e a erva doce até que formem uma mistura única. Lembre-se de não usar uma panela de alumínio.
Quando o sabão derretido estiver morno, misture o suco da casca de limão e coe tudo. Mexa devagar e guarde em um pote fechado por uma semana antes de usar.

Sabão de fubá
A receita abaixo permite a confecção de, pelo menos, 32 pedras de sabão. Para atingir o ponto correto o ideal é usar o produto depois de uns três dias de feito – assim ele fica firme e a soda cáustica usada na mistura não causa problemas. No mais, quanto mais usado for o óleo (que deve ser devidamente coado), mais rápido a massa endurece.
Cabe um alerta: ainda que simples e econômico de fazer, há utilização (pequena) de produtos químicos, pelo que se aconselha o uso de máscaras e luvas cirúrgicas ao fazer os sabões.
Confira, abaixo, a receita para o sabão caseiro:
Materiais:
1 balde de cinco litros
1 cabo de vassoura
1 ou mais fôrmas para se colocar os cinco litros da massa
Luvas e máscaras cirúrgicas
Sacos de lixo (ou sacolinhas plásticas)
Ingredientes:
2,5 litros de óleo de cozinha já utilizado
½ litro de soda cáustica líquida
2 copos americanos de fubá
½ litro de água
1 copo americano de sabão em pó
½ copo americano de detergente líquido
Modo de Preparo:
Coloque as luvas e a máscara.
Após tomar os cuidados necessários, misture os ingredientes respeitando a ordem em que eles aparecem nesta receita, mexendo bem a cada ingrediente adicionado.
Em média, a mistura começa a endurecer após uma hora de mexidas constantes.
Coloque a mistura, ainda pastosa, na(s) fôrma(s).
Com mais duas horas o sabão já estará endurecido e pronto para ser cortado, em tamanhos e formatos variados.
Dica: Para o sabão endurecer mais rápido, trocar o ½ litro de água em temperatura ambiente por ½ litro de água fervente.

Sabão em pasta para louça

Ingredientes:
1/2 barra de sabão em pedra comum
1/2 barra de sabão de coco
1 litro de água filtrada
coloque tudo numa panela média. Leve ao fogo e deixe ferver até derreter todo o sabão. Assim que derreter, retire a panela do fogo e acrescente:
3 colheres ( sopa ) de vinagre
1 colher ( sopa ) de açúcar
3 colheres ( sopa ) de detergente líquido
Modo de preparar
Despeje numa vasilha que caiba toda esta mistura, deixe descansar de um dia para o outro que vai tomar consistência. Use para lavar suas louças e ariar o alumínio.
Essa receita da para usar durante 1 mês.

Importante:
Vale lembrar que é imprescindível tomar todo cuidado possível ao preparar as receitas com água quente e soda cáustica para evitar acidentes domésticos. A soda é um corrosivo e pode causar danos gravíssimos.

Fonte: Projeto Mão na Terra, Órbita Terra, Dicas de Mulher, Doutíssima, Legal, Como vovó fazia,  Receitas de produtos caseiros.
Imagem: Christopher Kubaseck

domingo, 25 de julho de 2010

Aquecedor Solar reciclavel com garrafa pet.


Aquecedor solar feito a partir do reaproveitamento de garrafas pets e caixas de leite. Além de barato, é uma forma correta de reaproveitar aquilo que iria para o lixo. Vale a pena conferir!

sábado, 24 de julho de 2010

Biomas brasileiros - Pampa

O pampa é também chamado de campos do sul ou campos sulinos e ocupa uma área de 176.496 Km² correspondente a 2,07% do território nacional e que é constituído principalmente por vegetação campestre.No Brasil o pampa só esta presente do estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho. Além das fronteiras do país, ele se estende por terras do Uruguai e da Argentina O bioma caracteriza-se pela grande riqueza de espécies herbáceas e várias tipologias campestres, compondo em algumas regiões, ambientes integrados com a floresta de araucária.

Nos campos do sul já foram encontradas 102 espécies de mamíferos, 476 de aves e 50 de peixes.

São chamados de pampas os campos mais planos que estão localizados ao sul do estado do Rio Grande do Sul. Neles existe uma vegetação campestre, que parece um imenso tapete verde. Nos pampas predominam espécies que medem até um metro de altura. São comuns as gramíneas, que às vezes transformam os campos em grandes capinzais.

Na região dos pampas o solo é fértil. Por isso, estes campos são normalmente procurados para desenvolvimento de atividades agrícolas.

O relevo nos campos sulinos é suavemente ondulado. Predominam planícies, mas podem ser encontradas algumas colinas, na região conhecidas como “coxilhas”. Além das coxilhas existem também alguns planaltos onde cavernas e grutas são comuns.

Destacam-se como rios importantes deste bioma o Santa Maria, o Uruguai, o Jacuí, o Ibicuí e o Vacacaí. Estes e outros da região se dividem em duas bacias hidrográficas: a Costeira do Sul e a do rio da Prata. Tratam-se de rios que apresentam boas condições para navegação.

Próximo ao litoral existem muitos lagos e lagoas. A Lagoa dos Patos, localizada no município de São Lourenço do Sul, é a maior laguna do Brasil e a segunda maior da América Latina, com 265 km de comprimento.

O clima da região é o subtropical úmido. O que isso significa que nos campos sulinos, os verões são quentes, os invernos são frios e chove regularmente durante todo o ano.

A região geomorfológica do planalto de Campanha é a maior extensão de campos do Rio Grande do Sul.

A vocação da região de Campanha está na pecuária de corte. As técnicas de manejo adotadas não são adequadas para as condições desses campos, e a prática artesanal do fogo ainda não é bem conhecida em todas as suas consequências. As pastagens são, em sua maioria, utilizadas sem grandes preocupações com a recuperação e a manutenção da vegetação. Os campos naturais no Rio Grande do Sul são geralmente explorados sob pastoreio contínuo e extensivo.

Outras atividades econômicas, baseadas na utilização dos campos, são as culturas de arroz, milho, trigo e soja, muitas vezes praticadas em associação com a criação de gado bovino e ovino. No alto Uruguai e no planalto médio a expansão da soja e também do trigo levou ao desaparecimento dos campos e à derrubada das matas. Atualmente, essas duas culturas ocupam praticamente toda a área, provocando gradativa diminuição da fertilidade dos solos. Disso também resultam a erosão, a compactação e a perda de matéria orgânica.

Imagem: Noitezita - Eduardo Amorim

terça-feira, 20 de julho de 2010

Biomas brasileiros - Pantanal


O complexo do pantanal é um bioma constituído principalmente  por uma savana estépica, alagada em sua maior parte, com 250 mil km² de extensão, altitude média de 100 metros, situado no sul de Mato Grosso e no noroeste do Mato Grosso do Sul, além de englobar o norte do Paraguai e o leste da Bolívia, considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera.

Localizado próximo à Amazônia e ao cerrado, o pantanal  guarda espécies de fauna e flora desses outros dois biomas, além de apresentar espécies endêmicas, ou seja, que só podem ser encontradas naquela área. Nas matas ciliares, que ficam nas margens dos rios, cresce uma floresta mais densa, com jenipapos, figueiras, ingazeiros, palmeiras e o pau-de-formiga. Nas áreas alagadas raramente aparecem tapetes de gramíneas, como o capim-mimoso. Em locais nunca alagados, aparecem árvores grandes, como o carandá, o buriti e os ipês. Nos terrenos alagados constantemente são encontrados vegetais aquáticos flutuantes, como o aguapé e a erva-de-santa-luzia, além de vegetais fixos com folhas imersas, como a sagitária, e plantas que permanecem submersas, como a cabomba e a utriculária. Existem ainda na paisagem pantaneira matas conhecidas como paratudais, onde crescem árvores com cascas espessas, rugosas e com galhos retorcidos.

A planície é o tipo de relevo predominante do pantanal. Quando a planície está alagada, no meio da água podem ser vistas elevações arenosas conhecidas como cordilheiras. Cercando a planície existem alguns terrenos mais altos, como chapadas, serras e maciços. O maciço mais famoso é o do Urucum, no Mato Grosso.

O solo é pouco permeável, resultado das constantes inundações. Como há excesso de água, a decomposição de matéria orgânica se dá de forma lenta e difícil, o que diminui a fertilidade.

O clima do pantanal é o tropical, caracterizado por temperaturas elevadas. A região apresenta duas estações bem definidas: o verão chuvoso, de outubro a março, quando a temperatura fica em torno de 32° C e o inverno seco, de abril a setembro, quando a média de temperatura é de 21° C.

Os impactos ambientais e socioeconômicos no pantanal são decorrentes da inexistência de um planejamento ambiental que garanta a sustentabilidade dos recursos naturais desse bioma. A expansão desordenada e rápida da agropecuária, com a utilização de pesadas cargas de agroquímicos, a exploração de diamantes e de ouro nos planaltos, com a utilização intensiva de mercúrio, são responsáveis por profundas transformações  regionais, como a contaminação de peixes  e jacaré por mercúrio. 

A remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens sem considerar a aptidão das terras e a adoção de práticas de manejo e conservação do solo além da destruição de habitats, acelerou os processos erosivos nas bordas do pantanal.

A caça e pescas clandestinas e a introdução de espécies exóticas também são graves ameaças  à preservação dos recursos dessa região.

O turismo é desorganizado, a falta de controle quanto ao número de turistas que visitam as diversas regiões geram sérios problemas, como o lixo deixado pelas embarcações.

Imagem: Pantanal - Galeria de Venturist

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Biomas brasileiros - Caatinga

A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte de seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Possui uma extensão de 734.478 quilômetros quadrados, o que corresponde a cerca de 10% do território nacional. Está presente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí e norte de Minas Gerais. 

As temperaturas médias anuais oscilam entre 25° C e 29° C, o clima é semiárido. São características desse tipo de clima a baixa umidade e o pouco volume pluviométrico. São longos os períodos de ausência de chuvas, podendo chegar a oito ou nove meses de seca por ano.

O solo em geral é raso, rico em minerais e pobre em matéria orgânica, já que a decomposição desta matéria é prejudicada pelo calor e luminosidade, intensos durante todo o ano. Esse solo com muitas pedras dificilmente armazena a água que cai no período de chuvas.

A vegetação é composta por plantas xerófitas, espécies que acabaram desenvolvendo mecanismos para sobreviverem em um ambiente com poucas chuvas e baixa umidade.Os cactos são muito representativos da vegetação da caatinga, mas existem outras espécies como o madacaru, a coroa-de-frade, o xique-xique, o juazeiro, o umbuzeiro e a aroeira.

A ação do homem já alterou 80% da cobertura original da caatinga, que atualmente tem menos de 1% de sua área protegida em 36 unidades de conservação.Os ecossistema desse bioma se encontram bastante alterados pela substituição de espécies nativas  por cultivos e pastagens.O desmatamento e as queimadas ainda são práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo.

Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela caatinga. Quando não chove, o sertanejo e sua família precisam caminhar quilômetros em busca de água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida de quem vive nessa área.

Imagem: Caatinga com mais de 40° no semiárido - Galeria de Glauco Umbelino

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Biomas brasileiros - Cerrado

O Cerrado se caracteriza por diversas fisionomias, são formações que variam desde o cerradão, que se assemelha a uma floresta, passando pelo cerrado mais comum no Brasil central, com árvores baixas e esparsas, até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo com uma progressiva redução da densidade arbórea. Ali encontram-se as florestas de galeria que seguem os cursos dos rios.
  
Este bioma já cobriu 25% do território do país, principalmente no Brasil Central. As árvores caracterizam-se por serem mais baixas que as da floresta tropical, com troncos tortuosos, folhas grossas e raízes profundas que atingem o lençol d'água, elementos importantes para resistir a secas e incêndios.

A forte urbanização, grandes projetos agropecuários, produção de ferro-gusa (consumo de lenha), hidrelétricas fazem desse bioma um dos mais ameaçados. Dos 2 milhões de quilômetros quadrados originais, restam 350 mil.

Segundo o jornalista Efraim Neto, do Mercado Ético, existe um grande descaso do poder público e mesmo da população em relação a esse bioma. Segundo ele, tramita desde 1995 a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 115/95, proposta que propõe modificar o parágrafo  4º do art. 225 da Constituição Federal incluindo o Cerrado (e a Caatinga) na relação dos biomas considerados Patrimônios  Nacionais.

Enquanto a bandeira da Amazônia é levantada por vários parlamentares, poucos são os que lutam pelo Cerrado, e as poucas pessoas que lutam não conseguem sucesso ou apoio suficiente para obter resultados efetivos.

De acordo com Neto, " Enquanto outras temáticas dão visibilidade aos olhares nacionais e internacionais, o Cerrado continua sendo lembrado apenas por ser uma savana seca de árvores tortas, e ocupado em sua maioria por pobres. Dentro de 30 anos, talvez a nossa conversa possa ser outra! E infelizmente o nosso Cerrado será apenas pó de serra".

Imagem: Basta um cigarro para a fauna e a flora do cerrado ficar mais pobre - Galeria de jvc

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Biomas brasileiros - Mata Atlântica

A Mata Atlântica originalmente percorria o litoral brasileiro de ponta a ponta. Estendia-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, e ocupava uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados. Tratava-se da segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, só comparável a Floresta Amazônica.

A Mata Atlântica é uma floresta tropical plena, associada aos ecossistemas costeiros de mangues nas enseadas, foz de grandes rios, baías e lagunas de influência de marés, matas de restingas nas baixadas arenosas do litoral, às florestas de pinheirais no planalto, do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, e ainda aos campos de altitude nos cumes das Serras da Bucaina, da Mantiqueira e do Caparaó.

Essa floresta já cobriu 15% do território brasileiro. Hoje, restam apenas 7% da cobertura original da mata.Por isso, é a floresta tropical mais ameaçada do mundo. A Mata Atlântica, juntamente com a Amazônia, compreende um terço da área de florestas tropicais do planeta.
  
Este bioma se formou sobre uma extensa cadeia montanhosa que acompanha quase todo litoral brasileiro. Ele possui formações diversificadas, com três tipos principais de florestas (florestas ombrófilas densas, semideciduais e deciduais), além de áreas de cerrados, campos e manguezais.
  
A destruição do período colonial começou com a extração do pau-brasil e o ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste do país. Chegou-se ao século XX com o ciclo do café e forte crescimento econômico. A urbanização, a industrialização, grandes projetos agropecuários e rodovias geram os maiores impactos.

Atualmente cerca de 80 milhões de pessoas vive nessa área que, além de abrigar a maioria das cidades e regiões metropolitanas do país, sedia também os grandes polos industriais, químicos, petroleiros e portuários do Brasil, respondendo por 80% do PIB do Brasil.

Apesar de sua história de devastação, a Mata Atlântica ainda possui remanescentes florestais de extrema beleza e importância que contribuem para que o Brasil seja considerado o país  de maior diversidade biológica do planeta.

Imagem: Caminho do Ouro perdido no meio da mata atlântica em Parati-RJ  Galeria de Glauco Umbelino

Biomas brasileiros - Amazônia

O Brasil, pela sua localização geográfica e seu tamanho continental (8.514.876.599 km²), abriga seis biomas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE): Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa.

AMAZÔNIA

O bioma Amazônia ocupa cerca de 40% do território brasileiro. Nele estão localizados os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e algumas parte do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Também inclui terras de países próximos ao Brasil, como as Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.

A floresta Amazônica é a maior e mais diversa floresta tropical do planeta, com quase 7 milhões de km² e abrigando mais de um terço das espécies existentes no planeta. Mais da metade deste bioma está no Brasil. 

A Amazônia pode ser dividida em matas de terra firme, matas de várzeas e matas de igapó.

As matas de terra firme são aquelas situadas em regiões mais altas e por isso não são atingidas pelas cheias dos rios. Nelas estão as árvores de grande porte, como a castanheira-do-pará e a palmeira.

As matas de várzea são as que sofrem com inundações em determinados períodos do ano. Na parte mais elevada desse tipo de mata, o tempo de inundação é curto e a vegetação é parecida com a da mata de terra firme. Nas regiões planas, que permanecem inundadas por mais tempo, a vegetação é parecida com a da mata de igapó.

As matas de igapó são as que estão em terrenos mais baixos e estão quase sempre inundadas. Nessas áreas encontramos a vitória-régia, símbolo da Amazônia.

Apesar da grande riqueza da floresta, o solo é extremamente pobre, sendo que apenas 10%  da Amazônia possuem solos férteis o bastante para a atividade agrícola.

O relevo da Amazônia é composto por planícies, depressões e planaltos.

O clima da Amazônia é o equatorial úmido, que caracteriza-se por temperaturas elevadas e chuvas abundantes.

A hidrografia desse bioma tem como característica a abundância de água doce e por possuir a maior bacia hidrográfica do planeta, a bacia amazônica, com mais de 1.100 afluentes.
  
A Amazônia é um banco genético do mundo. A maior ameaça é o desmatamento (queimadas e extração de madeira). As áreas desmatadas são ocupadas pela criação de gado e por monoculturas (como a da soja). Outros impactos ocorrem pela expansão urbana desordenada, caça e pesca predatórias, garimpo e outras atividades econômicas impactantes, como megaprojetos minerários (Grande Carajás, produção de ferro-gusa e alumínio).

          

Imagem: Desmatamento ilegal - Galeria de Ana_Cotta

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Permacultura

     
A primeira vez que ouvi o termo permacultura foi há bem pouco tempo atrás, há cerca de dois anos  quando fazia a minha pós-graduação em educação ambiental. Confesso que o assunto despertou muito a minha curiosidade e a vontade de saber mais. Pensei até em fazer a monografia voltada para o assunto, mas depois acabei optando por outro tema porque os meus conhecimentos eram muito limitados para fazer um bom trabalho.
    
Segundo a Wikipédia, a permacultura é um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.
    
Foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren, na década de 1970. O termo veio de permanent agriculture (agricultura permanente), e mais tarde passou a significar permanent culture (cultura permanente). A sustentabilidade ecológica, que era a ideia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos.
    
Segundo a rede Permear, para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.
    
De acordo com o IPEMA (Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica), a Permacultura trata as plantas, animais, construções, infraestruturas (água, energia, comunicações) não apenas como elementos isolados, mas como sendo todos parte de um grande sistema intrinsecamente relacionado.
     Princípios da Permacultura:
     1) Cuidado com o planeta
     2) Cuidado com as pessoas
     3) Compartilhar excedentes (inclusive conhecimentos)
     4) Limites ao consumo

Fonte: Wikipédia, Rede Permear, IPEMA, Grupo de Permacultura da UFSC
Imagem: Juliano Riciardi

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Degradação dos solos no Rio Grande do Sul

Início da arenização do solo em São Francisco do Sul
A utilização do solo em grande escala e o avanço da fronteira agrícola no sul do Brasil baseou-se em sistemas trazidos pelos colonizadores europeus. Os alemães começaram a chegar ao estado em 1824. Eles colonizaram a parte inferior da encosta do planalto Norte-Rio-Grandense, sobretudo os vales dos rios Caí, Sinos, Pardo e Taquari. Em 1875 chegaram ao Rio Grande do Sul os primeiros italianos, que colonizaram a parte superior da encosta e a borda do planalto.
   
O fato de os imigrantes trazerem ao estado técnicas de cultivo adequadas aos solos de clima temperado, que envolvia intenso revolvimento do solo, contribuiu para a degradação dos solos do Rio Grande do Sul. Isso porque o sistema utilizado pelos primeiros agricultores no nosso estado baseava-se na retirada de resíduos vegetais da superfície e na intensa mobilização do solo, com o objetivo de oferecer condições ideais para a germinação das sementes. Esse sistema de cultivo é reconhecido como convencional.
   
Estas colônias desenvolveram-se rapidamente, à custa da fertilidade natural dos solos de mata, porém, logo entraram em declínio devido ao empobrecimento do solo que, com o esgotamento da matéria orgânico e nutriente, tornaram-se ácidos e improdutivos. Com a exaustão do solo pelos cultivos e aumento populacional, houve o deslocamento dos imigrantes para novas áreas de colonização na zona de matas subtropicais do Planalto Médio, Missões e encostas do rio Uruguai, onde a fertilidade natural dos solos era baixa, dificultando a fixação dos agricultores nesses locais.
      A partir do momento em que os solos do Rio Grande do Sul ficaram exaustos, ocorreu o aumento da migração para outros estados, ocorridos nas décadas de 60 e 70, quando houve a ampliação do tamanho das propriedades e aumento da área cultivada por causa da implantação de uma agricultura mecanizada e utilização de fertilizantes.

Fonte: ARAÚJO, Regina Bolico. Degradação dos solos por erosão hídrica e o meio ambiente. Monografia da Pós graduação em Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Naturais.
Imagem: Serra Geral - autor: Alex Pereira
Imagem: Mapa - autor Raphael Lorenzeto de Abreu

terça-feira, 1 de junho de 2010

Impactos ambientais nos manguezais

Os manguezais e as restingas são ecossistemas de "alta produtividade biológica" que estão entre os mais degradados do Brasil.

Manguezal é uma zona úmida, definida como “ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, característico de regiões tropicais e subtropicais, sujeito ao regime das marés” (SCHAEFFER-NOVELLI, Y. Manguezal ecossistema entre a terra e o mar.São Paulo: Caribbean Ecological Research, 1995, p. 7).

Os manguezais são formados por uma série de fisionomias vegetais resistentes ao fluxo das máres- e, portanto, ao sal -, desde árvores e outras espécies arbustivas, passando por bancos de lama e de sal, salinas e pântanos salinos. Entre essas fisionomias estão os apicuns, também chamados de "slagados". Cientificamente são definidos como um ecótono, uma zona de transição, de solo geralmente arenoso, sem cobertura vegetal ou abrigando uma vegetação herbácea. ( Adaptado do artigo de QUARTO, A. Brazil's Shrimp Farm Industry: Not for the Birds. Mangrouve Action Project - MAP )

Segundo o mapeamento realizado pelo MMA em 2009, os manguezais abrangem cerca de 1.225.444 hectares em quase todo o litoral brasileiro, desde o Oiapoque, no Amapá, até a Laguna em Santa Catarina, constituindo zonas de elevada produtividade biológica, uma vez que acolhem representantes de todos os elos da cadeia alimentar. Estão morfologicamente associados a costas de baixa energia ou a áreas estuarinas, lagunares, baías e enseadas que fornecem a proteção necessária ao seu estabelecimento (DIEGUES, A. C. Povos e Águas - Inventário de áreas úmidas brasileiras. 2 ed. São Paulo. Nupaub/USP, 2002. p 15-18.).

Sua localização foi decisiva para explicar essa devastação, isto é, abrangem a faixa costeira, que é a mais populosa do nosso país.

Diversas ações humanas combinadas afetam os manguezais e as restingas, como:
* a expansão urbana desordenada, que polui suas águas e solos;
* o derramamento de petróleo nas refinarias e nos terminais de embarque e desembarque da Petrobrás e nos polos petroquímicos localizados em suas áreas;
* a grande concentração de capitais estaduais pelo litoral, com o lançamento de esgotos e a movimentação de importantes portos;
* pesca predatória, a ocupação irregular do solo e a poluição causada por polos industriais instalados em áreas litorâneas;
* o crescimento da rede hoteleira em decorrência da atividade turística.

Fonte - livro: ALMEIDA, Lucia Marina e RIGOLIN, Tércio Barbosa. Geografia; geografia geral e do Brasil
Fonte - internet: Ministério do Meio Ambiente.
Imagem: Galeria de deltafrut

domingo, 30 de maio de 2010

Os manguezais

        
Manguezais são terras planas, baixas e lamacentas, localizadas nas costas litorâneas das regiões tropicais, junto aos desaguadouros dos rios, no fundo de baías e nas enseadas. Estando em terrenos baixos e em contato com o mar, os manguezais contêm águas de baixo ou médio teor de salinidade. Os bosques de mangues, fixados sobre terreno lamacento, apresentam características muito particulares, como: temperaturas tropicais; área constantemente sob o controle e o fluxo das marés, que são de grande amplitude; depósitos volumosos de silte e areia fina, argila e grande quantidade de matéria orgânica, todos materiais típicos das áreas tropicais; baixos níoveis de energia cinética.

Os manguezais localizam-se na sua maioria fora dos litorais de mar aberto. Estão sempre associados às áreas de fortes mares, porém abrigados dos fortes ventos e das ressacas; caracterizam-se por uma vegetação halófita tropical de mata, com algumas poucas espécies especiais que crescem na vasa marítima da costa ou no estuário dos rios. Os manguezais de todo o mundo ocupam uma área de aproximadamente 20 milhões de hectares, distribuídos principalmente nas latitudes intertropicais. No Brasil, os manguezais espalham-se por toda a faixa litorânea, desde o Amapá até Santa Catarina.
        
Os manguezais são ecossistemas importantes  para as populações que vivem fixadas ao longo do litoral, por causa da grande quantidade de crustáceos, moluscos e peixes que vivem nos mangues.
As porções mais ricas em vida marinha são as situadas junto às costas dos manguezais. Por essa razão, são vitais para a fauna e a flora marinha. Além disso, os manguezais formam extensos reservatórios que podem minimizar a ação de ventos fortes, como os ciclones.
Fonte - livro: SCARLATO, Francisco Capuano e PONTIN, Joel Arnaldo. Do nicho ao lixo: ambiente, sociedade e educação.
Imagem: Galeria de deltafrut

sábado, 29 de maio de 2010

O carbono e as mudanças na atmosfera


Certos componentes da atmosfera são medidos há 150 anos em várias partes do mundo. Isso permite acompanhar mudanças na proporção de gases estufa, assim como o ingresso de novos gases. Essencial para a vida, o gás carbônico, ou dióxido de carbono, é o mais influente da lista. É formado por um átomo de carbono, ligado a dois átomos de oxigênio. C+20=CO2
 
Através de reações químicas e físicas, os átomos de carbono transitam nos meios sólido, liquido e gasoso.E estão no CO2 do ar. Mas fazem parte do monóxido de carbono, metano, hidrofluorcarbono e perfluorcarbono, nocivos à nossa saúde. O carbono também compõe seres vivos, como nós, humanos. No subsolo, integra combustíveis fósseis.
 
No século XIX, o ar continha 280 partes por milhão (ppm). Equivale a apenas 2,8 mililitros em um litro (0,028%). Parece pouco, mas a temperatura média subiu cerca de 0,8°C de lá para cá. E isso pode ser a razão de eventos climáticos mais intensos, inundações e estiagens frequentes. A grande seca que afetou a Amazônia em 2005 foi considerada um alerta dos eventos que podem acontecer pelo aquecimento global.
Fonte: Mudanças ambientais globais. Pensar+agir na escola e na comunidade
Imagem: FischX (Translated ans slightly modified by Pedro Spoladore)


quinta-feira, 27 de maio de 2010

O ar que nos protege

No começo, não tínhamos o ar como é hoje, em torno da bola de fogo que era a Terra, só havia uma mistura de gases, feita principalmente por hélio e hidrogênio.
 
Há cerca de 3,5 bilhões de anos, a Terra já esfriara o bastante para formar uma crosta endurecida. Vulcões liberavam novos gases, como o vapor de água, dióxido de carbono, amoníaco, metano e óxido de enxofre. Na camada gasosa que envolvia o planeta, faltava o oxigênio livre.
 
Mais tempo se passou. Formaram-se os oceanos e surgiram organismos capazes de tirar o oxigênio (O2) do gás carbônico (CO2). A proporção de O2  na atmosfera subiu e parte do carbono foi absorvida na composição de seres vivos inanimados, como rochas.
 
A nova composição do ar garantiu temperatura e umidade estáveis. Também se formou uma camada com ozônio (O3na estratosfera (altitude média de 30 km), capaz de filtrar o excesso de raios ultravioleta do Sol, mortais para os seres vivos.


As moléculas de ar circulam no ambiente há milhões de anos. E por não ser visível, não ter gosto e não ter cheiro, a não ser quando está muito poluído, os cientistas  só buscaram entender suas propriedades há pouco mais de dois séculos. Ele é uma mistura de gases, formando uma fina camada em torno da Terra, que protege a vida ao manter a temperatura estável contra o frio externo.

Fazem parte do ar alguns dos chamados gases do efeito estufa, como dióxido de carbono (CO3), metano (CH4) e vapor d'água (H2O), que tem a capacidade de reter parte do calor do Sol refletido próximo da superfície terrestre. Graças a isso, a temperatura da Terra permaneceu em 15°C, em média, ao longo dos últimos milênios. Sem isso, a temperatura média seria bem mais alta, ou mais baixa (-17°C, segundo alguns cientistas), o que inviabilizaria a vida como ela é.


A partir da era industrial, as atividades econômicas aumentaram a descarga de uma grande variedade de poluentes na atmosfera, que podem alterar o equilíbrio original da atmosfera a ponto de prejudicar a vida no planeta.
Fonte: Mudanças ambientais globais. Pensar+agir na escola e na comunidade/Caderno ar
Imagem: Fernando Audibert

                                                                                                                                                         

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Retrospecto da questão ambiental no Brasil


As primeiras iniciativas governamentais mais objetivas de proteção ao meio ambiente ocorreram na década de 1930. Em 1934, foi instituído por lei o Código de Águas, que regulamentou a utilização e a proteção dos recursos hídricos, e aprovado o Código Florestal.

Entretanto, o meio ambiente só passou a ser uma real preocupação do governo a partir da década de 1960, por causa dos impactos provocados principalmente pela industrialização.
Nessa época surgiram as primeiras instituições governamentais para a proteção ambiental: o Programa Nacional de Saneamento e o Conselho Nacional de Poluição, criados em 1967.

A questão ambiental também foi impulsionada pela criação de entidades específicas do setor, como:
* a Secretaria Especial do Meio Ambiente - Sema (1973), vinculada ao Ministério do Interior e extinta em 1989;
* o Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama (1981), responsável pela formulação e aplicação de políticas ambientais;
* o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - Ibama (1989), organismo responsável pela fiscalização e administração de políticas do meio ambiente e pela preservação e uso racional dos recursos naturais.

Outros avanços nessa questão foram a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente, regulamentada desde 1983, e a criação do Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente (1985), que originou o Ministério do Meio Ambiente, em1999.

Na Constituição de 1988 foi inserido um capítulo sobre meio ambiente, considerado um dos mais avançados do mundo.

Em abril de 2000, foi criado o Programa Nacional de Florestas.

Fonte: TERRA, Lygia e COELHO, Marcos de Amorim. Geografia geral e geografia do Brasil;o espaço natural e socioeconômico.
Imagem: Desmatamento na Amazônia. Galeria de Ana_Cotta

sábado, 8 de maio de 2010

Degradação dos solos

"Erosão é o arrastamento de partículas constituintes do solo, pela ação da água em movimento, resultante da precipitação pluviométrica ou pela ação dos ventos  e das ondas".

Existem causas  físicas e causas mecânicas para a erosão. As causas físicas são oriundas das forças da natureza que, pela inexistência de proteção, atuam sobre o solo, prejudicando-o em suas qualidades naturais. Já as causas mecânicas se originam pela ação das máquinas e implementos agrícolas, comprimindo o solo ou mobilizando-o excessivamente.

A erosão hídrica dos solos é a mais preocupante no Brasil, pois  desagrega e transporta o material erodido com grande facilidade, principalmente em regiões de clima úmido, onde os resultados são mais drásticos. A
erosão hídrica  é o transporte, por arrastamento, de partículas do solo pela ação das águas. É um dos principais fatores de desagregação dos solos agrícolas, sendo que no sul do Brasil os maiores problemas ocorreram nas décadas de 1970 e 1980 com o avanço da modernização agrícola.

A erosão causada pela água  pode ser laminar,  em sulcos ou em voçorocas, que é a forma mais avançada da erosão, ocasionada por grandes concentrações de enxurrada que passam, ano após ano,  no mesmo sulco, que vai ampliando pelo deslocamento de grandes massas de solo, formando grande cavidades em extensão e profundidade.

Como a erosão é efeito e não causa, para recuperar o solo é fundamental dar a ele condiçoes de se regenerar para voltar a ter, pelo menos em parte,  suas condições naturais.

Fonte: ARAÚJO,Regina Bolico.Monografia Degradação dos solos por erosão hídrica e o meio ambiente. Pós-Graduação em Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Naturais.
Imagem: Voçoroca em Fortaleza dos Valos (RS) - autora: Julia Dietze

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Monitor quebrado vira casa para gatos


Li uma reportagem no site Eco Desenvolvimento que achei muito legal, fazer casinhas para gatos a partir de monitor quebrado de computador. Ficou muito show, eu imagino o quanto a minha gataiada vai adorar, com a vantagem de ser um material a menos a ir para o lixo.
O passo a passo para fazer a casinha está no site, assim como outros textos muito bons sobre meio ambiente e sustentabilidade.
Fonte: Portal EcoD - http://www.ecodesenvolvimento.org.br/

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Projeto ambiental

No ano passado tive o prazer de trabalhar num projeto ambiental na escola Cândido Machado. Esse projeto foi interrompido nesse ano porque minha carga horária ficou toda preenchida com as aulas e não sobrou mais tempo para trabalhar com as mães dos alunos da escola. O resultado foi muito positivo, apesar de ser um grupo pequeno. Aprendi a fazer sabão com o óleo usado, amaciante de roupa, pulseiras ecológicas e embalagens para o aproveitamento de caixas de leite e garrafas pet.

Foi feito um trabalho de conscientização quanto a nossa responsabilidade ambiental, a começar pela nossa casa. Muitas mães não faziam ideia que jogar óleo na pia da cozinha ou na terra poluía tanto as águas. Também conversamos muito sobre os produtos de limpeza que usamos na limpeza de nossas casas e o quanto deveríamos ser criteriosos na hora da escolha, que às vezes valia a pena pagar um pouco a mais e usar um produto ecologicamente correto.

Senti muito a falta dessas conversas semanais, lamentei o término do projeto e espero poder retomá-lo no próximo ano. Até lá vou procurar por ideias novas para trabalhar a questão ambiental e rever as mais antigas que deram certo.

Uma mãe de aluno ensinando as outras mães a fazer sabão com óleo usado.

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