sábado, 25 de outubro de 2008

Importância estratégica da gestão ambiental para as empresas

Gestão ambiental é um sistema de administração empresarial que dá ênfase na sustentabilidade. Desta forma, a gestão ambiental visa o uso de práticas e métodos administrativos que reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas nos recursos da natureza.

A adoção de gestão ambiental é importante porque ela associa sua imagem ao da preservação ambiental, melhorando no mercado as imagens das marcas de seus produtos. Empresas que adotam este sistema conseguem reduzir seus custos, evitando desperdícios e reutilizando materiais que antes eram descartados. Empresas com gestão ambiental melhoram suas relações comerciais com outras empresas que também seguem estes princípios.
ISO 14000
A ABNT NBR ISO 14000 especifica os requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental e permite a uma organização desenvolver e praticar políticas e metas ambientalmente sustentáveis. A norma leva em conta aspectos ambientais influenciados pela organização e outros passíveis de serem controlados por ela.
A implementação dessa norma deve ser buscada por empresas que desejam estabelecer ou aprimorar um Sistema de Gestão Ambiental, estar seguras sobre políticas ambientais praticadas ou demonstrar estar de acordo com práticas sustentáveis a clientes e a organizações externas.m outros dispositivos reguladores ambientais, a exemplo da Agenda Ambiental Portuária.

Entre os elementos que são priorizados em um Sistema de Gestão Ambiental estão:
Dejetos banais e perigosos;
Poluições do ar, da água, sonora e visual;
Energia;
Matérias primas;
Fauna e flora associadas à empresa.

Os principais objetivos de um Sistema de Gestão Ambiental são:
Respeitar o direito ambiental;
Controlar os riscos para a área;
Controlar os custos dos dejetos;
Melhorar o desempenho do sistema de gestão com a introdução de um novo ângulo crítico;
Se diferenciar em relação à concorrência;

Valorizar a imagem da empresa.
O papel estratégico da gestão ambiental
O papel estratégico da gestão ambiental para as organizações tem sido evidenciado por uma série de constatações relacionadas ao ambiente onde atuam as empresas. Uma síntese desse fato deriva da observação de que as empresas tornaram-se expostas a cobranças de posturas mais ativas com relação à responsabilidade sobre seus processos industriais, resíduos e efluentes produzidos e descartados, bem como o desempenho de seus produtos e serviços em relação à abordagem de ciclo de vida.

Não é mais suficiente apenas analisar o processo produtivo, mas também olhar o produto em toda sua trajetória, ou seja, desde a matéria-prima até o descarte final. As empresas, notadamente consideradas pela sociedade como as principais responsáveis pela poluição, tornaram-se vulneráveis a ações legais, boicotes e recusas por parte dos consumidores, que hoje consideram a qualidade ambiental como uma de suas necessidades principais a serem atendidas.

Essa percepção existente por parte do público consumidor tem um fundamento muito objetivo, representado principalmente pelas observações do impacto ambiental causado por empresas do ramo industrial. Os dados relacionados à deterioração ambiental, apesar de apresentarem certa redução nos últimos 20 anos, apontam que as indústrias dos países desenvolvidos contribuem com, aproximadamente, 1/3 do Produto Nacional Bruto, ao passo que as externalidades negativas têm sido proporcionalmente maiores. Quanto a poluição do ar, o ramo industrial é responsável por 40 a 50% das emissões de óxidos de enxofre e 50% do efeito estufa. Com relação à poluição da água, a indústria contribui com 60% da demanda bioquímica de oxigênio e de material em suspensão e 90% dos despejos tóxicos na água. Quanto ao lixo, o setor industrial produz 75% do lixo orgânico. As informações provenientes do macroambiente indicam uma situação preocupante e servem para alertar para o impacto causado por diferentes nichos de atuação industrial.


Fonte: Sua Pesquisa, Antaq,  SEIFFERT. M.E.B. ISO 14001 sistemas de gestão ambiental: implantação objetiva e econômica.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Recuperação da terra devastada


Os desmatamentos da Amazônia para a abertura de estradas, exploração agropecuária, grilagem de terras e mineração têm provocado o desaparecimento de grandes extensões de floresta. Como conseqüência da degradação, há perda irreversível de parte da biodiversidade, principalmente em relação à fauna. Segundo reportagem da Revista Scientífica American Brasil, esse cenário tem gerado preocupação quanto à permanência dos estoques de palmeiras, vulneráveis ao fogo e ao desmatamento. Em compensação, tem aparecido grandes populações de espécies de palmeiras resistentes às queimadas. É o caso de enormes babaçus que se desenvolveram no sul do Pará e região centro-sul do Amazonas.
Existem algumas características naturais que fazem da palmeira do babaçu uma planta privilegiada em relação às demais: mecanismo de sobrevivência a queimadas, dispersão de frutos por animais, tolerância a carência de água e solos compactados, entre outras características.

Fonte: Revista Scientific American Brasil – Amazônia, vol 2
Imagem: Galeria de leoffreitas
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