domingo, 27 de julho de 2008

O chuveiro e o gasto de energia elétrica


O grande problema na minha casa é o gasto em energia elétrica por causa do chuveiro.
Andei estudando a possibilidade de trocar o chuveiro elétrico por outra alternativa mais em conta, porque durante o inverno é inevitável que o tempo do banho dure um pouco mais. Sim, eu sei que não é ecologicamente correto banhos demorados, mas estou tentando convencer meus dois filhos de dezoito anos a cronometrar o tempo em dez minutos. Por enquanto não deu certo.
O chuveiro é um grande consumidor de energia! Ele sozinho chega a gastar 25% do consumo de uma casa. Segundo estudos, podemos gastar menos se:
* não demorar muito no banho (é o problema aqui de casa);
* procurar usar o chuveiro com a chave na posição “verão” (com as temperaturas baixas no inverno fica difícil convencer meus filhos);
* limpar periodicamente os orifícios de saída de água do chuveiro;
* não reaproveitar resistência queimada porque isso acarreta em aumento de consumo e põe em risco a segurança das pessoas e da casa.
Portanto, para gastar menos ou terei que trocar o chuveiro elétrico por outra alternativa que não seja a eletricidade ou terei que mandar reformular o conceito de conforto dos meus filhos.

Imagem: Galeria de Viditu

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Garrafas PET, tecido da moda e tijolos duráveis

Se sacola plástica demora até cem anos para se decompor, as garrafas do tipo PET podem chegar a quatro séculos contaminando a natureza. Assim, merece aplausos toda iniciativa que se destine a estimular a coleta e aproveitamento desse material, via reciclagem.
Pouca gente sabe que é possível fazer tecidos usando garrafas de polietileno tereftalato – resina termoplástica que compõe o PET. Uma grande empresa têxtil com sede em São Paulo tem uma linha voltada para roupas profissionais. Nela, utiliza tecidos de composição mista, no qual inclui-se a fibra reciclada, comprada já pronta. Apesar de seu caráter surpreendente, a roupa em cujo tecido há garrafas PET nada perde em termos de conforto, caimento, beleza e durabilidade. A fábrica recicla 18 mil toneladas de garrafas PET por ano, para reaproveitá-la em forma de fibra.
Uma outra forma de reaproveitamento das garrafas plásticas foi desenvolvida em Belém, no Pará. Neílton da Silva Tapajós, um jovem pesquisador do laboratório de Engenharia Química do Centro Tecnológico da Universidade Federal (UFPA), descobriu que as garrafas PET podem ser utilizadas na fabricação de tijolos para a construção civil.   
O tijolo criado por Neílton foi apresentado como tese de graduação em Engenharia Química e se originou da combinação individual do pet com gesso, cimento, resina cristal e caroço moído de açaí. O melhor resultado para uso na construção civil foi alcançado na combinação com o cimento.

Não se trata exatamente de reciclagem e sim de reaproveitamento, pois a garrafa não passa por nenhum processo termoplástico de despolimerização para retirada da resina básica do pet. Neílton trabalhou com a garrafa em estado natural, preferindo as de 600 ml por serem mais compactas e resistentes. Ele montou um monobloco plástico utilizando três garrafas quue foram envolvidas por uma camada de um centímetro e meio de cimento, dentro de uma forma de madeira. Doze horas depois, o cimento estava curado, revelando um tijolo de paredes lisas, com saliências nas laterais para encaixe de outros tijolos.

O tijolo pode ser empregado na construção de paredes de casas. Não pode, porém, ser empregado como bloco estrutural, ou seja, como um pilar capaz de suportar o peso de um telhado.

Fonte: Revista Ecologia & Desenvolvimento, ano 14, nº 112.
Imagem: Máquinas para reciclagem do pet e plásticos


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