"Quando se fala na sustentabilidade do planeta Terra, as pequenas mas significativas ações cotidianas de cada um, valem muito mais do que longos e evasivos discursos impregnados de proposituras que raramente são transformadas em realidade". (Prof. Zenobio Eloy Fardin)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Cio da terra


“Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, propícia estação De fecundar o chão” (Chico Buarque/Milton Nascimento)

Todo mundo precisa de alimento para viver. Alguns se alimentam de qualquer coisa, outros de muitas coisas, outros de quase nada. Descobri uma notícia que tinha pessoas que se alimentavam de luz. Desculpem a ironia, mas ainda preciso me alimentar de uma forma normal. Por opção não como carne e derivados, mas preciso me alimentar bem. O que como é fruto da terra, ainda que com muito agrotóxico, pois não tenho acesso fácil aos alimentos orgânicos, infelizmente caros ainda. Mas, fico pensando, a gente aqui gastando uma nota preta com alimentação e tem seres muito avançados aqui na Terra que se alimentam unicamente de luz.?!!! Bem, não consigo ser esse ser tão especial, por precisar comer e beber para viver, por fazer parte dessa grande cadeia biológica que se inicia no solo.
    
A geologia define solo como “uma rocha suficientemente decomposta”, mas para a agronomia “o solo é resultante da desagregação e decomposição das rochas e que possui vida microbiana”. Então solo tem vida, não é o mero chão que pisamos, tem poros, respira, hidrata-se, seca e morre, se não receber os devidos cuidados. E como o ser humano maltrata seu solo! Usa venenos, desmata indiscriminadamente tirando a sua proteção, queima os restos de cultura numa forma rápida e cruel de esterilizar, porque as formas de vida não resistem a sua ação destruidora. Aniquila os seres vivos existentes e elimina as condições de vida para outros seres, porque destrói a matéria orgânica essencial.
    
Costumamos arrancar raivosamente aquelas plantinhas a que chamamos de ervas daninhas, no entanto elas têm um sentido para estarem ali. Suas raízes, geralmente profundas, acusam um solo compactado, ou indicam as condições impróprias, como o encharcamento, falta ou excesso de um nutriente.
    
Por meu  respeito as forças da natureza, a mãe Terra, ao chão que ela nos proporcionou para viver, é que escolhi solos como tema dos meus estudos que estão apenas começando. Meu profundo respeito e admiração também para a luta do grande mestre Lutzemberger, um dos alicerces fincados na terra prá nos servir como exemplo.

Imagem: clix

sábado, 6 de dezembro de 2008

Final de curso


Hoje, sábado, foi o último dia do curso de pós-graduação em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Naturais.

Foi um ano e meio muito intenso, de muita aprendizagem, muita leitura e muitos desafios. Foi motivada pela vontade de aprender mais, de publicar textos a respeito desse assunto tão importante para o mundo atual, que criei o blog Ambiente de Luz. Um dos desafios que percebi, é que, embora existam movimentos ambientais espalhados pelo planeta inteiro, existe muita ignorância a respeito do assunto, ou a ele não é dada a importância que se deve. Entre ganhar dinheiro e pensar no lado ambiental, sem dúvida o lucro é quem ganha.

Como diz um texto que recebemos na despedida, quando lançamos uma semente na terra, juntamos a ela a esperança e a certeza de que vai nascer uma planta. Da planta, o fruto, e do fruto, novas sementes.

Sabemos que concluir um curso é apenas uma etapa, outros cursos virão, novos conhecimentos, outras ideias, outras aprendizagens. Não podemos parar nunca, não existe lugar para a acomodação. Nas pequenas ações do dia-a-dia poderão estar as lições que passaremos para quem vem vindo e que terão uma visão diferente da que tivemos um dia, a de que o planeta se auto-regenerava. Nas observações diárias, sentindo as modificações, é que poderemos entender que devemos fazer alguma coisa agora para não deixarmos para quem vier depois de nós o caos. Que tal começar reduzindo o consumo? Levar para casa apenas o necessário, deixar de comprar um produto com muitas embalagens, reduzir, reutilizar e reciclar é um bom começo.

Imagem: Mary Gober
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