"Quando se fala na sustentabilidade do planeta Terra, as pequenas mas significativas ações cotidianas de cada um, valem muito mais do que longos e evasivos discursos impregnados de proposituras que raramente são transformadas em realidade". (Prof. Zenobio Eloy Fardin)

sábado, 22 de novembro de 2008

Consumo consciente


Ao abrir uma lata de refrigerante, uma embalagem de leite, uma garrafa de cerveja, você está produzindo lixo.
Estamos na era dos descartáveis, esse material economiza tempo, mas gera uma quantidade enorme de sobras. Consumi-los faz com que a indústria aumente a retirada de matéria-prima da natureza, a conseqüência é o desperdício de energia e de recursos naturais.
Olhe o exemplo abaixo:
A indústria produz: leite, saco plástico, garrafa plástica, caixa longa vida
Você compra: leite + saco plástico; leite + garrafa plástica; leite + caixa longa vida
Você consome: leite
Você descarta: saco plástico, garrafa plástica, caixa longa vida = papelão+alumínio+plástico
Aquilo que utilizamos no nosso dia-a-dia pode ser reaproveitado (reutilizado), possibilitando a economia de energia e matéria-prima necessárias para a fabricação de novos produtos. Mas o ideal mesmo é não produzir lixo. Evite o desperdício, procure usar os dois lados do papel, aproveite as sobras de papel para fazer rascunhos ou blocos para anotações. Evite comprar produtos com embalagens muito grandes, que utilizam muitos materiais mas que não possuam nenhuma utilidade ou não possam ser reaproveitadas. Use embalagens descartáveis que possam ser recicladas. Evite os descartáveis feitos para usar apenas uma vez e depois jogar fora. Seja consciente do seu papel no mundo. 

Fonte: Curso de Pós-Graduação em Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Naturais. Disciplina: Introdução à Percepção Ambiental, com a profª Ana Rita Pereira Wollmann
Imagem: jaylopez

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Você aproveita a água da chuva?


Na última aula do curso de Educação Ambiental, fizemos a análise de um projeto publicado na Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
O projeto, chamado Educação Ambiental na prática: captação da água pluvial em escola da rede pública de ensino no município de São Bento do Sul - SC, buscava alternativas para situações onde não se exige um índice de qualidade da água como a usada para consumo.
A água da chuva pode ser usada como alternativa à escassez de água potável, em lavagem de pisos, automóveis e descarga de vasos sanitários, os quais não necessitam dos mesmos parâmetros de qualidade para a água utilizada na alimentação e higiene humanas.
A água da chuva pode ser ainda usada nos hidrantes (contra incêndios), na lavagem de carros público (ônibus, por exemplo), em sistemas decorativos (fontes, chafariz), na irrigação de áreas verdes, na construção civil (preparação do concreto), assim como nas indústrias, em torres de resfriamento, caldeiras, lavagem de pisos e peças.
Entretanto, não existem normas na legislação brasileira para a utilização de águas pluviais. Apenas Curitiba (PR) e São Paulo (SP), elaboraram leis que regem o tema.
Segundo André Trigueiro, as águas da chuva são tratadas pela legislação brasileira como esgoto, porque ela usualmente vai dos telhados e dos pisos para as bocas de lobo aonde vai carregando todo tipo de impureza.
A economia de água não deve abranger somente as áreas onde há racionamento, mas envolver toda a população brasileira. Principalmente por tratar-se de um país tropical, onde a incidência de chuva é maior que em outras regiões do planeta. A nossa população ainda não se deu conta do desperdício acumulado em cada período de chuva.

Fonte:Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande.
TRIGUEIRO, André. Mundo sustentável; abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação.
Imagem: Galeria de Douglas Cason Art's

domingo, 2 de novembro de 2008

Aquecimento ecológico

       

A energia solar é considerada uma fonte de energia limpa, pois não polui o meio ambiente. Apesar de trazer benefícios tanto para a natureza quanto para seu bolso, ela ainda é pouco explorada por conta do alto custo de implantação.
Nem todo mundo dispõe de um orçamento capaz de fazer o gasto necessário para instalar as placas especiais para captar a energia do sol. Pensando nisso, o senhor José Alcino Alano, comerciante da cidade de Tubarão, em Santa Catarina, criou um sistema de aquecimento solar que usa garrafas pet e caixas de leite (tetrapak) como captadores de calor. Além de dar um destino útil ao lixo, fornece energia limpa e barata. O mecanismo funciona assim: as caixinhas tetrapak são recortadas e os canos que levam a água são pintados de preto fosco para absorver a energia solar e transformá-la em calor. As garrafas envolvem os canos por onde a água passa e mantém o calor. Com isso, a água sai da caixa dágua em temperatura ambiente, passa lentamente pelo sistema, e volta para a caixa.
Você pode aprender como fazer um aquecedor solar caseiro e garantir água quente no chuveiro com custo baixo. Para isso, garrafas PET entram em cena e substituem as placas fotovoltaicas, painéis que geralmente são instalados no telhado de casas e edifícios.
O aquecedor solar de garrafa PET foi desenvolvido pelo aposentado catarinense José Alcino Alano e a ideia ganhou um prêmio de Ecologia em 2004.

Aquecedor solar de garrafa pet

Materiais
• 60 garrafas PET transparentes de 2 litros;
• 50 embalagens vazias longa vida de 1 litro;
• 11 m de canos de PVC de 20 mm e 1/2 polegada;
• 20 conexões T em PVC de 20 mm e 1/2 polegada;
• 1 fita de autofusão ou borracha de câmara de ar;
• 1 litro de tinta fosca preta;
• 1 luva;
• 1 estilete;
• 1 cano de PVC de 100 mm com 70 cm de comprimento para molde do corte das garrafas PET;
• 1 martelo de borracha;
• 1 lixa d’água n°100;
• 1 cola para tubos de PVC;
• 1 arco de serra;
• 1 tábua de madeira com no mínimo 120 mm de comprimento;
• 5 pregos;
• 1 ripa pequena com aproximadamente 15 cm de comprimento;
• 1 fita crepe com largura de 19 mm;
• 4 conexões L (luvas) de PVC de 20 mm e 1/2 polegada;
• 2 tampões de PVC de 20 mm e 1/2 polegada.

Passo a passo
- Corte o cano de PVC em 30 cm. Em seguida, faça um corte vertical no meio do cano, usando-o como molde e encaixe as garrafas dentro dele, cortando o fundo delas no mesmo tamanho do cano;
- Abra as embalagens longa vida sem cortá-las. Faça cortes diagonais nas pontas para que a caixa entre dentro da garrafa;
- Pinte as embalagens longa vida com a tinta preta fosca;
- Corte os tubos de PVC (eles devem ter 100 cm cada). Lixe as pontas do tubo para retirar rebarbas e isole as extremidades com fita crepe. Em seguida, pinte-os de preto;
- Para o barramento superior, utilize 5 tubos T e 5 tubos de 20 mm cortados em 8,5 cm de comprimento. Cole um tubo T a um tubo normal e vá intercalando. Não é necessário pintá-los;
- Para o barramento inferior repita o processo acima, mas não use a cola de PVC, e sim o martelo de borracha para encaixá-los. Dê batidas leves até fixar;
- Coloque cinco garrafas PET (uma dentro da outra) dentro dos tubos que foram pintados e verifique se o encaixe está perfeito. Não se esqueça de retirar a fita crepe das extremidades;
- Feito o teste, conecte os canos no barramento superior. Insira uma garrafa PET e forre-a com uma embalagem longa vida (a parte pintada deve ficar para cima). Repita o processo até que complete cinco garrafas;
- Encaixe o barramento inferior na outra extremidade do cano e use o martelo para fixá-lo melhor;
- Certifique-se que tudo está alinhado e vede o bocal da garrafa com a fita de autofusão;
- Com todos os módulos prontos, leve-os para o telhado. Eles devem ser posicionados da melhor forma para absorver mais radiação solar;
- Conecte o aquecedor de PET à caixa d’água. Serão necessárias algumas modificações na caixa d’água para os tubos do aquecedor, do retorno da água quente e do misturador. Esses orifícios variam conforme o tamanho de cada caixa d’água.


Fonte: Revista Natureza (Clube dos Amantes da Natureza). Pensamento Verde
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...