"Quando se fala na sustentabilidade do planeta Terra, as pequenas mas significativas ações cotidianas de cada um, valem muito mais do que longos e evasivos discursos impregnados de proposituras que raramente são transformadas em realidade". (Prof. Zenobio Eloy Fardin)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Para onde vão os resíduos da construção civil?

Entulho é o conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., provenientes do desperdício na construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios, residências e pontes.
O entulho de construção compõe-se, portanto, de restos e fragmentos de materiais, enquanto o de demolição é formado apenas por fragmentos, tendo por isso maior potencial qualitativo, comparativamente ao entulho de construção.
O processo de reciclagem do entulho, para a obtenção de agregados, basicamente envolve a seleção dos materiais recicláveis do entulho e a trituração em equipamentos apropriados.
Os resíduos encontrados predominantemente no entulho, que são recicláveis para a produção de agregados, pertencem a dois grupos:
Grupo I - materiais compostos de cimento, cal, areia e brita: concretos, argamassa, blocos de concreto.
Grupo II - materiais cerâmicos: telhas, manilhas, tijolos, azulejos.
Grupo III - materiais não-recicláveis: solo, gesso, metal, madeira, papel, plástico, matéria orgânica, vidro e isopor. Desses materiais, alguns são passíveis de serem selecionados e encaminhados para outros usos. Assim, embalagens de papel e papelão, madeira e mesmo vidro e metal podem ser recolhidos para reutilização ou reciclagem.
Construir faz parte do desenvolvimento econômico de qualquer lugar. A construção gera empregos e todos nós precisamos morar em algum lugar. Algumas residências são muito simples, outras são mais sofisticadas e outras ainda são pontes e viadutos que servem de abrigo para quem não tem onde morar. Mas, em se tratando da indústria da construção civil, para onde vão os resíduos sólidos?
Na maioria das vezes, o entulho é retirado da obra e disposto clandestinamente em locais como terrenos baldios, margens de rios e de ruas das periferias. O custo social e ambiental disto foge aos controle dos cálculos, apesar de suas conseqüências serem permanentemente notáveis. Percebe-se a degradação da qualidade de vida urbana em aspectos como transportes, enchentes, poluição visual, proliferação de vetores de doenças, entre outros. De um jeito ou de outro, toda a sociedade sofre com a deposição irregular de entulho.
Vi num programa de televisão tijolos artesanais feitos com o resíduo da construção civil, que servem para levantar casas para a população mais carente. Também li sobre uma empresa que tem uma máquina recicladora que aproveita na própria obra os resíduos. Mas esse são casos esporádicos. A maior parte do que sobra na obra é despejada na beira de estradas ou em terrenos baldios.
O ideal é que haja menor desperdício de material, de modo que sobre o menor quantidade de resíduos, e o que sobrar que possa ser aproveitado na obra mesmo, como fazem algumas poucas empresas de construção civil.

Fonte: Compam, Ache tudo e região
Imagem: Milton Jung

4 comentários:

William disse...

Desde 2002 a resolução CONAMA n.º 307 determina que "Os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final" (Art. 4º). Falta que a sociedade cobre do poder público que faça-se cumprir a lei.

Regina Bolico disse...

Oi William!
Obrigada pela visita!
Na aula passada no meu curso trabalhei com um texto da revista do CREA que abordava os resíduos sólidos e a construção civil. Achei muito interessante o texto e a revista. Concordo contigo, somente com a pressão da sociedade poderá se cumprir a lei.
Um abraço.

Osc@r Luiz disse...

Aqui em Cuiabá e Várzea Grande devido ao tipo de solo e terreno muito alagadiços, muito do resíduo é usado em aterros para levantar o "greide" (não me lembro se é assim que se escreve).
Acho um desperdício, mas pelo menos, deixa de causar problemas em outros lugares. Mas aqui, a construção civil tem um outro problema particular: dragas que extraem areia lavada do leito do rio Cuiabá para utilizá-la nessa atividade.
Mas isso ainda será motivo de um post no "Coisas de Mato Grosso".
O blog do William é ótimo, acabei de conhecê-lo e o que ele disse faz muito sentido.
Um beijo, minha engajada amiga e um abraço ao William.

Regina Bolico disse...

Oi Oscar!
Obrigada pela visita! Pois é, parece que em todo lugar a construção civil traz algum tipo de problema. Publica mesmo um post prá falar mais sobre isso. Concordo contigo, o blog do William é ótimo e ele entende muito do assunto.
Beijo.

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