"Quando se fala na sustentabilidade do planeta Terra, as pequenas mas significativas ações cotidianas de cada um, valem muito mais do que longos e evasivos discursos impregnados de proposituras que raramente são transformadas em realidade". (Prof. Zenobio Eloy Fardin)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Cio da terra


“Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, propícia estação De fecundar o chão” (Chico Buarque/Milton Nascimento)

Todo mundo precisa de alimento para viver. Alguns se alimentam de qualquer coisa, outros de muitas coisas, outros de quase nada. Descobri uma notícia que tinha pessoas que se alimentavam de luz. Desculpem a ironia, mas ainda preciso me alimentar de uma forma normal. Por opção não como carne e derivados, mas preciso me alimentar bem. O que como é fruto da terra, ainda que com muito agrotóxico, pois não tenho acesso fácil aos alimentos orgânicos, infelizmente caros ainda. Mas, fico pensando, a gente aqui gastando uma nota preta com alimentação e tem seres muito avançados aqui na Terra que se alimentam unicamente de luz.?!!! Bem, não consigo ser esse ser tão especial, por precisar comer e beber para viver, por fazer parte dessa grande cadeia biológica que se inicia no solo.
    
A geologia define solo como “uma rocha suficientemente decomposta”, mas para a agronomia “o solo é resultante da desagregação e decomposição das rochas e que possui vida microbiana”. Então solo tem vida, não é o mero chão que pisamos, tem poros, respira, hidrata-se, seca e morre, se não receber os devidos cuidados. E como o ser humano maltrata seu solo! Usa venenos, desmata indiscriminadamente tirando a sua proteção, queima os restos de cultura numa forma rápida e cruel de esterilizar, porque as formas de vida não resistem a sua ação destruidora. Aniquila os seres vivos existentes e elimina as condições de vida para outros seres, porque destrói a matéria orgânica essencial.
    
Costumamos arrancar raivosamente aquelas plantinhas a que chamamos de ervas daninhas, no entanto elas têm um sentido para estarem ali. Suas raízes, geralmente profundas, acusam um solo compactado, ou indicam as condições impróprias, como o encharcamento, falta ou excesso de um nutriente.
    
Por meu  respeito as forças da natureza, a mãe Terra, ao chão que ela nos proporcionou para viver, é que escolhi solos como tema dos meus estudos que estão apenas começando. Meu profundo respeito e admiração também para a luta do grande mestre Lutzemberger, um dos alicerces fincados na terra prá nos servir como exemplo.

Imagem: clix

sábado, 6 de dezembro de 2008

Final de curso


Hoje, sábado, foi o último dia do curso de pós-graduação em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Naturais.

Foi um ano e meio muito intenso, de muita aprendizagem, muita leitura e muitos desafios. Foi motivada pela vontade de aprender mais, de publicar textos a respeito desse assunto tão importante para o mundo atual, que criei o blog Ambiente de Luz. Um dos desafios que percebi, é que, embora existam movimentos ambientais espalhados pelo planeta inteiro, existe muita ignorância a respeito do assunto, ou a ele não é dada a importância que se deve. Entre ganhar dinheiro e pensar no lado ambiental, sem dúvida o lucro é quem ganha.

Como diz um texto que recebemos na despedida, quando lançamos uma semente na terra, juntamos a ela a esperança e a certeza de que vai nascer uma planta. Da planta, o fruto, e do fruto, novas sementes.

Sabemos que concluir um curso é apenas uma etapa, outros cursos virão, novos conhecimentos, outras ideias, outras aprendizagens. Não podemos parar nunca, não existe lugar para a acomodação. Nas pequenas ações do dia-a-dia poderão estar as lições que passaremos para quem vem vindo e que terão uma visão diferente da que tivemos um dia, a de que o planeta se auto-regenerava. Nas observações diárias, sentindo as modificações, é que poderemos entender que devemos fazer alguma coisa agora para não deixarmos para quem vier depois de nós o caos. Que tal começar reduzindo o consumo? Levar para casa apenas o necessário, deixar de comprar um produto com muitas embalagens, reduzir, reutilizar e reciclar é um bom começo.

Imagem: Mary Gober

sábado, 22 de novembro de 2008

Consumo consciente


Ao abrir uma lata de refrigerante, uma embalagem de leite, uma garrafa de cerveja, você está produzindo lixo.
Estamos na era dos descartáveis, esse material economiza tempo, mas gera uma quantidade enorme de sobras. Consumi-los faz com que a indústria aumente a retirada de matéria-prima da natureza, a conseqüência é o desperdício de energia e de recursos naturais.
Olhe o exemplo abaixo:
A indústria produz: leite, saco plástico, garrafa plástica, caixa longa vida
Você compra: leite + saco plástico; leite + garrafa plástica; leite + caixa longa vida
Você consome: leite
Você descarta: saco plástico, garrafa plástica, caixa longa vida = papelão+alumínio+plástico
Aquilo que utilizamos no nosso dia-a-dia pode ser reaproveitado (reutilizado), possibilitando a economia de energia e matéria-prima necessárias para a fabricação de novos produtos. Mas o ideal mesmo é não produzir lixo. Evite o desperdício, procure usar os dois lados do papel, aproveite as sobras de papel para fazer rascunhos ou blocos para anotações. Evite comprar produtos com embalagens muito grandes, que utilizam muitos materiais mas que não possuam nenhuma utilidade ou não possam ser reaproveitadas. Use embalagens descartáveis que possam ser recicladas. Evite os descartáveis feitos para usar apenas uma vez e depois jogar fora. Seja consciente do seu papel no mundo. 

Fonte: Curso de Pós-Graduação em Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Naturais. Disciplina: Introdução à Percepção Ambiental, com a profª Ana Rita Pereira Wollmann
Imagem: jaylopez

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Você aproveita a água da chuva?


Na última aula do curso de Educação Ambiental, fizemos a análise de um projeto publicado na Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
O projeto, chamado Educação Ambiental na prática: captação da água pluvial em escola da rede pública de ensino no município de São Bento do Sul - SC, buscava alternativas para situações onde não se exige um índice de qualidade da água como a usada para consumo.
A água da chuva pode ser usada como alternativa à escassez de água potável, em lavagem de pisos, automóveis e descarga de vasos sanitários, os quais não necessitam dos mesmos parâmetros de qualidade para a água utilizada na alimentação e higiene humanas.
A água da chuva pode ser ainda usada nos hidrantes (contra incêndios), na lavagem de carros público (ônibus, por exemplo), em sistemas decorativos (fontes, chafariz), na irrigação de áreas verdes, na construção civil (preparação do concreto), assim como nas indústrias, em torres de resfriamento, caldeiras, lavagem de pisos e peças.
Entretanto, não existem normas na legislação brasileira para a utilização de águas pluviais. Apenas Curitiba (PR) e São Paulo (SP), elaboraram leis que regem o tema.
Segundo André Trigueiro, as águas da chuva são tratadas pela legislação brasileira como esgoto, porque ela usualmente vai dos telhados e dos pisos para as bocas de lobo aonde vai carregando todo tipo de impureza.
A economia de água não deve abranger somente as áreas onde há racionamento, mas envolver toda a população brasileira. Principalmente por tratar-se de um país tropical, onde a incidência de chuva é maior que em outras regiões do planeta. A nossa população ainda não se deu conta do desperdício acumulado em cada período de chuva.

Fonte:Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande.
TRIGUEIRO, André. Mundo sustentável; abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação.
Imagem: Galeria de Douglas Cason Art's

domingo, 2 de novembro de 2008

Aquecimento ecológico

       

A energia solar é considerada uma fonte de energia limpa, pois não polui o meio ambiente. Apesar de trazer benefícios tanto para a natureza quanto para seu bolso, ela ainda é pouco explorada por conta do alto custo de implantação.
Nem todo mundo dispõe de um orçamento capaz de fazer o gasto necessário para instalar as placas especiais para captar a energia do sol. Pensando nisso, o senhor José Alcino Alano, comerciante da cidade de Tubarão, em Santa Catarina, criou um sistema de aquecimento solar que usa garrafas pet e caixas de leite (tetrapak) como captadores de calor. Além de dar um destino útil ao lixo, fornece energia limpa e barata. O mecanismo funciona assim: as caixinhas tetrapak são recortadas e os canos que levam a água são pintados de preto fosco para absorver a energia solar e transformá-la em calor. As garrafas envolvem os canos por onde a água passa e mantém o calor. Com isso, a água sai da caixa dágua em temperatura ambiente, passa lentamente pelo sistema, e volta para a caixa.
Você pode aprender como fazer um aquecedor solar caseiro e garantir água quente no chuveiro com custo baixo. Para isso, garrafas PET entram em cena e substituem as placas fotovoltaicas, painéis que geralmente são instalados no telhado de casas e edifícios.
O aquecedor solar de garrafa PET foi desenvolvido pelo aposentado catarinense José Alcino Alano e a ideia ganhou um prêmio de Ecologia em 2004.

Aquecedor solar de garrafa pet

Materiais
• 60 garrafas PET transparentes de 2 litros;
• 50 embalagens vazias longa vida de 1 litro;
• 11 m de canos de PVC de 20 mm e 1/2 polegada;
• 20 conexões T em PVC de 20 mm e 1/2 polegada;
• 1 fita de autofusão ou borracha de câmara de ar;
• 1 litro de tinta fosca preta;
• 1 luva;
• 1 estilete;
• 1 cano de PVC de 100 mm com 70 cm de comprimento para molde do corte das garrafas PET;
• 1 martelo de borracha;
• 1 lixa d’água n°100;
• 1 cola para tubos de PVC;
• 1 arco de serra;
• 1 tábua de madeira com no mínimo 120 mm de comprimento;
• 5 pregos;
• 1 ripa pequena com aproximadamente 15 cm de comprimento;
• 1 fita crepe com largura de 19 mm;
• 4 conexões L (luvas) de PVC de 20 mm e 1/2 polegada;
• 2 tampões de PVC de 20 mm e 1/2 polegada.

Passo a passo
- Corte o cano de PVC em 30 cm. Em seguida, faça um corte vertical no meio do cano, usando-o como molde e encaixe as garrafas dentro dele, cortando o fundo delas no mesmo tamanho do cano;
- Abra as embalagens longa vida sem cortá-las. Faça cortes diagonais nas pontas para que a caixa entre dentro da garrafa;
- Pinte as embalagens longa vida com a tinta preta fosca;
- Corte os tubos de PVC (eles devem ter 100 cm cada). Lixe as pontas do tubo para retirar rebarbas e isole as extremidades com fita crepe. Em seguida, pinte-os de preto;
- Para o barramento superior, utilize 5 tubos T e 5 tubos de 20 mm cortados em 8,5 cm de comprimento. Cole um tubo T a um tubo normal e vá intercalando. Não é necessário pintá-los;
- Para o barramento inferior repita o processo acima, mas não use a cola de PVC, e sim o martelo de borracha para encaixá-los. Dê batidas leves até fixar;
- Coloque cinco garrafas PET (uma dentro da outra) dentro dos tubos que foram pintados e verifique se o encaixe está perfeito. Não se esqueça de retirar a fita crepe das extremidades;
- Feito o teste, conecte os canos no barramento superior. Insira uma garrafa PET e forre-a com uma embalagem longa vida (a parte pintada deve ficar para cima). Repita o processo até que complete cinco garrafas;
- Encaixe o barramento inferior na outra extremidade do cano e use o martelo para fixá-lo melhor;
- Certifique-se que tudo está alinhado e vede o bocal da garrafa com a fita de autofusão;
- Com todos os módulos prontos, leve-os para o telhado. Eles devem ser posicionados da melhor forma para absorver mais radiação solar;
- Conecte o aquecedor de PET à caixa d’água. Serão necessárias algumas modificações na caixa d’água para os tubos do aquecedor, do retorno da água quente e do misturador. Esses orifícios variam conforme o tamanho de cada caixa d’água.


Fonte: Revista Natureza (Clube dos Amantes da Natureza). Pensamento Verde

sábado, 25 de outubro de 2008

Importância estratégica da gestão ambiental para as empresas

Gestão ambiental é um sistema de administração empresarial que dá ênfase na sustentabilidade. Desta forma, a gestão ambiental visa o uso de práticas e métodos administrativos que reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas nos recursos da natureza.

A adoção de gestão ambiental é importante porque ela associa sua imagem ao da preservação ambiental, melhorando no mercado as imagens das marcas de seus produtos. Empresas que adotam este sistema conseguem reduzir seus custos, evitando desperdícios e reutilizando materiais que antes eram descartados. Empresas com gestão ambiental melhoram suas relações comerciais com outras empresas que também seguem estes princípios.
ISO 14000
A ABNT NBR ISO 14000 especifica os requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental e permite a uma organização desenvolver e praticar políticas e metas ambientalmente sustentáveis. A norma leva em conta aspectos ambientais influenciados pela organização e outros passíveis de serem controlados por ela.
A implementação dessa norma deve ser buscada por empresas que desejam estabelecer ou aprimorar um Sistema de Gestão Ambiental, estar seguras sobre políticas ambientais praticadas ou demonstrar estar de acordo com práticas sustentáveis a clientes e a organizações externas.m outros dispositivos reguladores ambientais, a exemplo da Agenda Ambiental Portuária.

Entre os elementos que são priorizados em um Sistema de Gestão Ambiental estão:
Dejetos banais e perigosos;
Poluições do ar, da água, sonora e visual;
Energia;
Matérias primas;
Fauna e flora associadas à empresa.

Os principais objetivos de um Sistema de Gestão Ambiental são:
Respeitar o direito ambiental;
Controlar os riscos para a área;
Controlar os custos dos dejetos;
Melhorar o desempenho do sistema de gestão com a introdução de um novo ângulo crítico;
Se diferenciar em relação à concorrência;

Valorizar a imagem da empresa.
O papel estratégico da gestão ambiental
O papel estratégico da gestão ambiental para as organizações tem sido evidenciado por uma série de constatações relacionadas ao ambiente onde atuam as empresas. Uma síntese desse fato deriva da observação de que as empresas tornaram-se expostas a cobranças de posturas mais ativas com relação à responsabilidade sobre seus processos industriais, resíduos e efluentes produzidos e descartados, bem como o desempenho de seus produtos e serviços em relação à abordagem de ciclo de vida.

Não é mais suficiente apenas analisar o processo produtivo, mas também olhar o produto em toda sua trajetória, ou seja, desde a matéria-prima até o descarte final. As empresas, notadamente consideradas pela sociedade como as principais responsáveis pela poluição, tornaram-se vulneráveis a ações legais, boicotes e recusas por parte dos consumidores, que hoje consideram a qualidade ambiental como uma de suas necessidades principais a serem atendidas.

Essa percepção existente por parte do público consumidor tem um fundamento muito objetivo, representado principalmente pelas observações do impacto ambiental causado por empresas do ramo industrial. Os dados relacionados à deterioração ambiental, apesar de apresentarem certa redução nos últimos 20 anos, apontam que as indústrias dos países desenvolvidos contribuem com, aproximadamente, 1/3 do Produto Nacional Bruto, ao passo que as externalidades negativas têm sido proporcionalmente maiores. Quanto a poluição do ar, o ramo industrial é responsável por 40 a 50% das emissões de óxidos de enxofre e 50% do efeito estufa. Com relação à poluição da água, a indústria contribui com 60% da demanda bioquímica de oxigênio e de material em suspensão e 90% dos despejos tóxicos na água. Quanto ao lixo, o setor industrial produz 75% do lixo orgânico. As informações provenientes do macroambiente indicam uma situação preocupante e servem para alertar para o impacto causado por diferentes nichos de atuação industrial.


Fonte: Sua Pesquisa, Antaq,  SEIFFERT. M.E.B. ISO 14001 sistemas de gestão ambiental: implantação objetiva e econômica.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Recuperação da terra devastada


Os desmatamentos da Amazônia para a abertura de estradas, exploração agropecuária, grilagem de terras e mineração têm provocado o desaparecimento de grandes extensões de floresta. Como conseqüência da degradação, há perda irreversível de parte da biodiversidade, principalmente em relação à fauna. Segundo reportagem da Revista Scientífica American Brasil, esse cenário tem gerado preocupação quanto à permanência dos estoques de palmeiras, vulneráveis ao fogo e ao desmatamento. Em compensação, tem aparecido grandes populações de espécies de palmeiras resistentes às queimadas. É o caso de enormes babaçus que se desenvolveram no sul do Pará e região centro-sul do Amazonas.
Existem algumas características naturais que fazem da palmeira do babaçu uma planta privilegiada em relação às demais: mecanismo de sobrevivência a queimadas, dispersão de frutos por animais, tolerância a carência de água e solos compactados, entre outras características.

Fonte: Revista Scientific American Brasil – Amazônia, vol 2
Imagem: Galeria de leoffreitas

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A agricultura e o uso de agrotóxicos

  
O uso de métodos não sustentáveis na agricultura tem provocado grandes agressões ao meio ambiente: erosão, infertilidade, desertificação, mudanças climáticas, contaminação dos solos, das águas, dos animais e dos seres humanos. A infertilidade humana e animal têm relação com o uso de agrotóxicos, segundo o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sérgio Koiffmann. Outro problema apontado pelo pesquisador é o aumento no índice de câncer.
O uso indiscriminado de agrotóxicos acarreta muitos problemas, se usado sem respeitar as normas de segurança e sem orientação técnica, podem contaminar os solos, os rios, os aplicadores e os consumidores. A esse respeito, foi-nos relatado pela professora Ana Lúcia, de gerenciamento de recursos naturais, uma experiência com aplicador de agrotóxico que não fazia uso de proteção: foi afixado na sua roupa absorventes higiênicos e ele foi fazer a aplicação do produto como normalmente fazia. O resultado foi assustador, quando retirados os absorventes eles estavam ensopados de veneno, que normalmente ia para a sua pele. O que poderá causar a saúde dessa pessoa ao longo do tempo? Foi-me relatado que um trabalhador que não usava proteção adequada precisou fazer hemodiálise por causa de problemas renais provavelmente causados pela falta de proteção no manuseio de produto tóxico. Soube que essa pessoa acabou falecendo.
Um outro caso que foi colocado é que não existe um agrotóxico específico para a cultura do tomate, morango, couve, enfim, alimentos que normalmente consumimos, o que existe é o uso por parte do agricultor da sobra de produto que normalmente é aplicado na soja, por exemplo. Frutas e legumes precisam receber muitas aplicações, acabamos consumindo um produto sem qualidade e com doses altíssimas de pesticidas, sem falar no aumento dos custos no preço final dos produtos. Apesar do uso constante de produtos químicos as pragas e pestes continuam a provocar perdas nas safras, uma vez que se tornam resistentes a esses produtos.
Uma alternativa a agricultura convencional é a agricultura orgânica, que não agride o meio ambiente, que pode fornecer o sustento sadio para as pessoas e regeneração para os solos castigados pelo uso de produtos químicos.

Imagem: Agricultura - Alagoas, UFOTVONLINE - Notícias

sábado, 6 de setembro de 2008

Voçorocas

          
As chuvas fortes também podem originar sulcos na terra. Se não forem controlados, esses sulcos se aprofundam a cada nova chuva e podem, com o escoamento que ocorre no subsolo, resultar em sulcos de enormes dimensões, chamados voçorocas (ou boçorocas), que podem atingir dezenas de metros de largura e profundidade, além de centenas de metros de comprimento. As áreas com voçorocas ficam impossibilitadas tanto para uso agrícola como urbano.
        
Para impedir a formação das voçorocas, a primeira ação deve ser o desvio do fluxo de água. Se a topografia do relevo não permitir esse desvio, deve-se controlar a velocidade e o volume da água que escoa sobre o sulco. Isso pode ser feito com o plantio de grama (se a declividade das paredes do sulco não for muito acentuada) ou com a construção de taludes – degraus responsáveis pela diminuição da velocidade do escoamento da água -, recurso usado em rodovias brasileiras.
       
Outra solução bastante utilizada e difundida é a construção de uma barragem e o conseqüente represamento da água que escoa tanto pela superfície quanto pelo subsolo. Esse represamento faz com que a voçoroca fique submersa e receba pela água sedimentos, que a estabilizam.

Fonte: MOREIRA, João Carlos e SENE, Eustáquio de. Geografia (ensino médio). São Paulo, Scipione, 2005.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Conservação dos solos agrícolas

          A perda anual de milhares de toneladas de solos agricultáveis, sobretudo em conseqüência da erosão, é um dos mais graves problemas ambientais e o que abrange as maiores extensões terrestres. A principal causa da erosão, principalmente em países de clima tropical, é a retirada total da vegetação (muitas vezes por meio de queimadas) para implantação das culturas agrícolas e das pastagens.
          A intensidade da erosão hídrica está diretamente ligada à velocidade e ao volume de escoamento superficial da água: quanto maior a velocidade de escoamento e o volume de água, maior a sua capacidade de transportar material em suspensão; quanto menor a velocidade, mais intensa a sedimentação e menor a intensidade da erosão. A velocidade e o volume de escoamento dependem da declividade do terreno, da quantidade e intensidade da chuva, da densidade da cobertura vegetal e do tipo de solo. Em uma floresta essa velocidade é baixa, pois a água encontra muitos obstáculos (como raízes, troncos e folhas) à sua frente e fica a maior parte em contato com o solo, o que favorece a infiltração. Em uma área desmatada, a velocidade de escoamento superficial é alta e a água transporta muito material em suspensão, o que intensifica a erosão e diminui a quantidade de água que se infiltra no solo.

Fonte: MOREIRA, João Carlos e SENE, Eustáquio de. Geografia (ensino médio). São Paulo, Scipione, 2005.
Imagem: Galeria de Sam Beebe/Ecotrust

domingo, 24 de agosto de 2008

A gigantesca ferida aberta no solo

A ação degradante do homem no solo provocou uma gigantesca voçoroca ,uma das mais desastrosas consequências do rompimento dos elos naturais, causando o enfraquecimento biológico do solo e, posteriormente, a inevitável desagregação física. As voçorocas são feridas da terra e podem engolir grandes extensões do solo, como é o caso da gigantesca e profunda voçoroca da vizinha cidade de Fortaleza dos Valos.
Na aula do dia 8 e 9 de agosto, do curso de Educação ambiental, o tema tratado foi solos e a Revolução Verde. Nela foi abordado o uso de agrotóxicos e maquinário agrícola não adaptado às condições do solo tropical. O fato do solo brasileiro ser revirado à maneira como os solos europeus congelados acabou acarretando danos irreversíveis como os grandes buracos causados pela ação do homem e pela força da chuva.
Sábado, dia 23/08, como parte da aula de Gerenciamento dos Recursos Naturais, da professora Ana Lucia Ribeiro, visitamos a enorme voçoroca, linda se não fosse ocasionada pelo maltrato do ser humano ao seu pedaço de chão, ferida aberta que provavelmente nunca será curada.

Fontes: Aula de Gerenciamento dos Recursos Naturais, da prof. drª Ana Lucia de Paula Ribeiro, do curso de Pós-Graduação em Educação Ambiental e Gestão de Recursos Naturais.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Para onde vão os resíduos da construção civil?

Entulho é o conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., provenientes do desperdício na construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios, residências e pontes.
O entulho de construção compõe-se, portanto, de restos e fragmentos de materiais, enquanto o de demolição é formado apenas por fragmentos, tendo por isso maior potencial qualitativo, comparativamente ao entulho de construção.
O processo de reciclagem do entulho, para a obtenção de agregados, basicamente envolve a seleção dos materiais recicláveis do entulho e a trituração em equipamentos apropriados.
Os resíduos encontrados predominantemente no entulho, que são recicláveis para a produção de agregados, pertencem a dois grupos:
Grupo I - materiais compostos de cimento, cal, areia e brita: concretos, argamassa, blocos de concreto.
Grupo II - materiais cerâmicos: telhas, manilhas, tijolos, azulejos.
Grupo III - materiais não-recicláveis: solo, gesso, metal, madeira, papel, plástico, matéria orgânica, vidro e isopor. Desses materiais, alguns são passíveis de serem selecionados e encaminhados para outros usos. Assim, embalagens de papel e papelão, madeira e mesmo vidro e metal podem ser recolhidos para reutilização ou reciclagem.
Construir faz parte do desenvolvimento econômico de qualquer lugar. A construção gera empregos e todos nós precisamos morar em algum lugar. Algumas residências são muito simples, outras são mais sofisticadas e outras ainda são pontes e viadutos que servem de abrigo para quem não tem onde morar. Mas, em se tratando da indústria da construção civil, para onde vão os resíduos sólidos?
Na maioria das vezes, o entulho é retirado da obra e disposto clandestinamente em locais como terrenos baldios, margens de rios e de ruas das periferias. O custo social e ambiental disto foge aos controle dos cálculos, apesar de suas conseqüências serem permanentemente notáveis. Percebe-se a degradação da qualidade de vida urbana em aspectos como transportes, enchentes, poluição visual, proliferação de vetores de doenças, entre outros. De um jeito ou de outro, toda a sociedade sofre com a deposição irregular de entulho.
Vi num programa de televisão tijolos artesanais feitos com o resíduo da construção civil, que servem para levantar casas para a população mais carente. Também li sobre uma empresa que tem uma máquina recicladora que aproveita na própria obra os resíduos. Mas esse são casos esporádicos. A maior parte do que sobra na obra é despejada na beira de estradas ou em terrenos baldios.
O ideal é que haja menor desperdício de material, de modo que sobre o menor quantidade de resíduos, e o que sobrar que possa ser aproveitado na obra mesmo, como fazem algumas poucas empresas de construção civil.

Fonte: Compam, Ache tudo e região
Imagem: Milton Jung

sábado, 2 de agosto de 2008

Fralda descartável

Há dezoito anos atrás, quando os meus filhos nasceram, fralda boa para o dia a dia era a de pano. Fralda descartável só para ir ao médico, elas eram muito caras.
Sem querer descubro que fiz a coisa certa, mas hoje dificilmente alguém abrirá mão do conforto que a fralda descartável proporciona. Só que fralda descartável comum leva em torno de 450 anos para se degradar! É muito tempo!
Já existe a fralda descartável biodegradável e ela dura apenas um ano. O custo em dinheiro ainda não sei, mas o retorno ambiental parece ser bem interessante.
Acredito que teremos que reformular alguns conceitos do que é conforto em nome da saúde do meio ambiente. Afinal de contas, eu quero deixar um planeta habitável para os meus netos que um dia virão.
Fralda biodegradável
Tempo de decomposição dos resíduos

- Vidro: indeterminado
- Pneus: 600 anos
- Fralda descartável comum: 450 anos
- Tampas de garrafa: 150 anos
- Plástico: 100 anos
- Embalagens longa vida: até 100 anos
- Copos de plástico: 50 anos

Fonte:Ciência e Saúde

domingo, 27 de julho de 2008

O chuveiro e o gasto de energia elétrica


O grande problema na minha casa é o gasto em energia elétrica por causa do chuveiro.
Andei estudando a possibilidade de trocar o chuveiro elétrico por outra alternativa mais em conta, porque durante o inverno é inevitável que o tempo do banho dure um pouco mais. Sim, eu sei que não é ecologicamente correto banhos demorados, mas estou tentando convencer meus dois filhos de dezoito anos a cronometrar o tempo em dez minutos. Por enquanto não deu certo.
O chuveiro é um grande consumidor de energia! Ele sozinho chega a gastar 25% do consumo de uma casa. Segundo estudos, podemos gastar menos se:
* não demorar muito no banho (é o problema aqui de casa);
* procurar usar o chuveiro com a chave na posição “verão” (com as temperaturas baixas no inverno fica difícil convencer meus filhos);
* limpar periodicamente os orifícios de saída de água do chuveiro;
* não reaproveitar resistência queimada porque isso acarreta em aumento de consumo e põe em risco a segurança das pessoas e da casa.
Portanto, para gastar menos ou terei que trocar o chuveiro elétrico por outra alternativa que não seja a eletricidade ou terei que mandar reformular o conceito de conforto dos meus filhos.

Imagem: Galeria de Viditu

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Garrafas PET, tecido da moda e tijolos duráveis

Se sacola plástica demora até cem anos para se decompor, as garrafas do tipo PET podem chegar a quatro séculos contaminando a natureza. Assim, merece aplausos toda iniciativa que se destine a estimular a coleta e aproveitamento desse material, via reciclagem.
Pouca gente sabe que é possível fazer tecidos usando garrafas de polietileno tereftalato – resina termoplástica que compõe o PET. Uma grande empresa têxtil com sede em São Paulo tem uma linha voltada para roupas profissionais. Nela, utiliza tecidos de composição mista, no qual inclui-se a fibra reciclada, comprada já pronta. Apesar de seu caráter surpreendente, a roupa em cujo tecido há garrafas PET nada perde em termos de conforto, caimento, beleza e durabilidade. A fábrica recicla 18 mil toneladas de garrafas PET por ano, para reaproveitá-la em forma de fibra.
Uma outra forma de reaproveitamento das garrafas plásticas foi desenvolvida em Belém, no Pará. Neílton da Silva Tapajós, um jovem pesquisador do laboratório de Engenharia Química do Centro Tecnológico da Universidade Federal (UFPA), descobriu que as garrafas PET podem ser utilizadas na fabricação de tijolos para a construção civil.   
O tijolo criado por Neílton foi apresentado como tese de graduação em Engenharia Química e se originou da combinação individual do pet com gesso, cimento, resina cristal e caroço moído de açaí. O melhor resultado para uso na construção civil foi alcançado na combinação com o cimento.

Não se trata exatamente de reciclagem e sim de reaproveitamento, pois a garrafa não passa por nenhum processo termoplástico de despolimerização para retirada da resina básica do pet. Neílton trabalhou com a garrafa em estado natural, preferindo as de 600 ml por serem mais compactas e resistentes. Ele montou um monobloco plástico utilizando três garrafas quue foram envolvidas por uma camada de um centímetro e meio de cimento, dentro de uma forma de madeira. Doze horas depois, o cimento estava curado, revelando um tijolo de paredes lisas, com saliências nas laterais para encaixe de outros tijolos.

O tijolo pode ser empregado na construção de paredes de casas. Não pode, porém, ser empregado como bloco estrutural, ou seja, como um pilar capaz de suportar o peso de um telhado.

Fonte: Revista Ecologia & Desenvolvimento, ano 14, nº 112.
Imagem: Máquinas para reciclagem do pet e plásticos


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Receitas de produtos de limpeza ecológicos

“Ajude a minimizar o impacto que causamos no planeta, faça seus próprios produtos de limpeza. Além de contribuir para saúde da Mãe Terra, você também fará uma boa economia. Confira e veja a diferença no fim do mês!”

Sabão líquido para louça
2 litros de água
1 sabão caseiro ralado
1 colher de óleo de rícino
1 colher de açúcar.
Ferver todos os ingredientes até dissolver e engarrafar.

Detergente ecológico
1 pedaço de sabão de coco neutro
2 limões
4 colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável)
Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em um litro de água. Depois, acrescente cinco litros de água fria. Em seguida, esprema os limões. Por último, despeje o amoníaco e misture bem. Guarde o produto resultante em garrafas e utilize-o no lugar dos similares comerciais. Você obterá seis litros de um detergente que limpa, não polui, cujo valor econômico é incomparavelmente menor do que o do similar industrializado.

Detergente ecológico multiuso
Água
Vinagre
Amônia líquida (amoníaco)
Bicarbonato de sódio e ácido bórico
Em um litro de água morna (cerca de 45º c), coloque uma colher de sopa de vinagre, uma colher de sopa de amoníaco, uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de bórax ou ácido bórico. O utilize em qualquer tipo de limpeza, em substituição aos multiusos convencionais. Ou como qualquer produto de limpeza convencional, mantenha os detergentes ecológicos fora do alcance de crianças e animais domésticos. Fonte: planeta na web.

Desinfetante para banheiro
1 litro de álcool (de preferência 70º)
4 litros de água
1 sabão caseiro
Folhas de eucalipto
Deixar as folhas de eucalipto de molho no álcool por 2 dias. Ferver 1 litro de água com o sabão ralado, até se dissolver. Juntar a água e a essência de eucalipto. Engarrafar.

Limpeza de azulejos do banheiro
Ingredientes
1/4 de xícara de água oxigenada.
1 colher (café) de sabão líquido.
1/2 xícara de bicarbonato.
Modo de usar:
Misture todos os ingredientes.
Para limpar pequenas sujeiras, aplique o líquido em uma esponja úmida e esfregue os azulejos. Depois, lave a superfície com água.
Para as sujeiras mais difíceis, aplique o líquido nos azulejos e no rejunte e deixe agir por 10 minutos. Nesse tempo, a sujeira irá se dissolver, e será mais fácil removê-la. Repita o procedimento e lave a superfície com água.
Para que o banheiro permaneça limpo por mais tempo, utilize o seguinte método: misture água com vinagre na proporção de 1/1 e borrife o líquido sobre os azulejos 2 vezes por semana.

Amaciante de roupas
5 litros de água
4 colheres de glicerina
1 sabonete ralado
2 colheres de sopa de leite de rosas.
Ferver 1 litro de água com o sabonete ralado até se dissolver. Acrescentar mais 4 litros de água fria, as 4 colheres de glicerina e as 2 colheres de leite de rosas. Mexer bem até misturar e depois: Pode ser substituído por uma solução de ervas com vinagre ou suco de limão. Além de gastar menos dinheiro, você vai estar evitando produtos responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias e alergias.

Para limpar vidros e tirar gordura
Use uma solução de vinagre ou limão diluídos em água.
No lugar da naftalina: A naftalina afeta o fígado e os rins, utilize sachês com flores de lavanda em seu lugar.

Limpeza de animais 
1 litro de água
½ copo de vinagre de álcool
 1 colher (sopa) de bicarbonato sódio
Misture os três líquidos em uma vasilha, molhe um pano macio na composição e torça-o para que ele fique apenas úmido na hora de passar no animal. Repita sempre essa sequência.
O vinagre será responsável por tirar cheiros e dar brilho ao pelo, assim como o bicarbonato que também ajuda a tirar certos odores. Se o animal estiver muito fedido, você pode encharcar o pano e secar bem o animal depois. Fiz e recomendo!
Limpeza do ambiente
1 litro de água
½ copo de vinagre de álcool
1 colher (sopa) de bicarbonato sódio
¼ copo de álcool
1 colher (sopa) de amaciante
Misture os ingredientes em um recipiente grande, uma vez que o vinagre e o bicarbonato efervescem quando são usados juntos. Depois você pode colocar o líquido em um frasco menor.
A composição pode ser borrifada sobre tecidos em geral: sofás, almofadas, camas de cachorro, cortinas, travesseiros, cobertores, roupas. Ela tira o mau cheiro e ainda deixa com o perfume do amaciante.
A solução também limpa carpetes, mofo de roupas, interior de armários, estofados e teto do carro, principalmente para quem fuma no carro, e tira cheiro de chulé dos tênis. Além disso, ele pode ser usado para lavar um tecido, no caso de uma limpeza mais profunda, sem medo de estragá-lo.
O liquido pode ser usado até mesmo como aromatizador de ambiente, bastar substituir o amaciante por gotinhas de essência.
Dica Não exagere em nenhum dos principais ingredientes. Muito bicarbonato deixará resíduos, se usar muito amaciante ficará um pouco seboso e vinagre em excesso emite muito odor. 

Sabão de coco líquido
2 litros de água
1 sabão de coco ralado
1 colher de óleo de rícino
1 colher de açúcar
- Ferver e engarrafar.

Desinfetante de limão
Separar as cascas do limão utilizadas na culinária.
Guardar em um recipiente fechado e com água. (máximo 3 dias). 
Quando este estiver bem cheio, bater as cascas do limão a mesma água do molho no liquidificador.
Coar em um voal. Espremer o líquido e deixar fermentar 8 horas. Após este período, colocar 2 tampinhas de álcool e engarrafar. (A função do álcool é não deixar o limão oxidar).

Amaciante de roupas
5 litros de água
4 colheres de glicerina
1 sabão ralado
2 colheres de leite de rosas
Ferver o sabão em 1 l água. Depois, adicionar 4 l água fria + glicerina + leite de rosas.
Água de cinza(efeitos clareadores com a mesma finalidade da água sanitária)
1 parte de cinza
3 partes de água
Deixar de molho por 2 dias. Mexer bem 1 vez ao dia, durante este período. Coar a cinza em um tecido e armazenar.

Desinfetante de citronela
1 l álcool
4 litro de água
1 sabão caseiro
Folhas de citronela
Deixar as folhas no álcool por 2 dias. Ferver 1 l água com o sabão até dissolver. Juntar o restante da água e a essência da citronela e engarrafar.

Lava-Roupas
3 litros de água
1 sabão de côco
3 colheres de bicarbonato
Óleo essencial de limão (10 gotas)
Rale o sabão e espalhe em 1 l água fervente junto com 3 colheres de bicarbonato de sódio e essência de limão. Deixar descansar por uma hora. Acrescente 1 l água morna + 1 l água fria e agite bem.

Limpador multiuso natural:
Ingredientes: 
Vinagre branco  
Cascas de frutas cítricas frescas (laranja, limão, mexerica, entre outras).
Modo de fazer
1. Reúna em um recipiente de vidro as cascas de frutas cítricas. Para esta receita é recomendado usar um pote de azeitona de 500 mg.
2. Adicione vinagre branco até cobrir totalmente as cascas dentro do pote.
3. Tampe o pode e deixe o conteúdo descansar por uma ou duas semanas.
4. Após o período de ‘descanso’, coe o líquido e descarte as cascas.
5. Para facilitar o uso do produto caseiro, é recomendado colocá-lo em um borrifador.
6. O multiuso está pronto para ser usado. Ele é barato, biodegradável e fácil de aplicar nas superfícies.

Sabonete branco na limpeza

Multiuso com sabonete branco
1 sabonete  branco 
2 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio
2 litros de água
Modo de fazer:
Pique o sabonete em pequenos pedacinhos (prefiro usar o ralador). 
Despeje o sabonete ralado dentro de um vidro (tipo palmito) e leve em banho maria até que derreta ou 
Coloque um pouco de água dentro de uma garrafa pet de 2 litros e acrescente as 2 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio.
Coloque na garrafa o sabonete derretido e complete a garrafa com água.
Use para lavar roupas, limpeza de inox, alumínios e limpeza em geral.

Sabonete branco + bicarbonato de sódio
Ingredientes:
1 litro de água
1/2 sabonete branco
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio.
Modo de fazer:
Pique o sabonete em pequenos pedacinhos (prefiro usar o ralador). Leve ao fogo com o litro de água e mexa até derrete-lo completamente. Após isto, acrescente o bicarbonato de sódio, mexa ainda por alguns minutos e desligue o fogo. Ponha em uma garrafinha plástica e comece a dar mais brilho em sua casa.
Algumas pessoas derretem o sabonete em banho-maria, mas prefiro levar diretamente ao fogo, uma vez que demora uma eternidade em banho-maria.
Outras pessoas usam o sabonete em sua forma original, sem derreter nem acrescentar o bicarbonato. 
O sabão Líquido é bom para lavar panos de prato na máquina. O bicarbonato é um ótimo clareador para tecidos da cor branca.

Sabonete branco para roupas
Serve para desencardir meias brancas de algodão ou meias com respingos de barro.
Por ter sido formulado para perfumar e remover a gordura e o cheiro da pele, limpando profunda e delicadamente.. 

Na máquina ou tanque
Use sabonete branco na lavagem de roupas, pois é agressivo o suficiente para limpar profundamente as roupas, remove manchas difíceis, inclusive de graxa, mas ao mesmo tempo é delicado para conservar a textura das delicadas ou coloridas. Substitui sabão para roupas delicadas. Ele remove também odores (como urina, fezes, vômito), sujeiras difíceis, manchas de gordura e outras. 
Empresta seu perfume às roupas, quando distribuído em gavetas e armários e amaciar roupas, se diluído em fórmulas de amaciante caseiro. Ele remove também aquelas manchinhas "daqueles dias" que ocasionalmente ficam nas calcinhas. É só passar o sabonete, deixar um tempinho e lavar.

Superfícies brancas
Na limpeza, mantém brancas superfícies como paredes, couros, esmaltados, laqueados e fórmicas.  Substitui o sabão de coco com vantagens para sujeiras difíceis e superfícies brancas, como limpeza de couro, armários, paredes, piso, mesa, cadeiras  e outras superfícies brancas. 

Receita: mistura de sabão, sabonete e outros
Misture 1kg de sabão em pó de sua preferência com 1 sabonete branco ralado, 1 barra de sabão de coco ralada e 1 barra de sabão vanish e pronto, e só guardar a mistura em um pote com tampa e ir usando normalmente na máquina ou tanque.

Receita de Vanish
1 xícara de água
1/2 xícara de água oxigenada 10 volumes
1/2 xícara de washing soda (receita abaixo)
Misture todos os ingredientes e guarde um uma garrafa escura. A água oxigenada perde suas propriedades em vidros transparentes.

Washing soda
Para fazer o carbonato de sódio, que é um ingrediente muito mais potente utilizado para limpeza pesada, basta pegar o bicarbonato de sódio comum, que você compra em farmácias ou lojas de produtos para fazer sabonetes e velas, e espalhar numa assadeira no forno numa camada fina. Deixe "cozinhar" lentamente por aproximadamente 1 hora. Retire. Mexa bem e misture. Coloque novamente no forno por mais ou menos uma hora. Ele deve mudar ligeiramente de cor. Deixe esfriar na própria assadeira no forno. Depois de bem frio é só armazenar. Não confunda então um com o outro, pois o carbonato é bem mais potente.

Limpa tudo para limpeza pesada
1/2 colher de qualquer sabão líquido
1 colher de chá de bórax
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 xícara de vinagre branco
2 xícaras de água quente (ferva bem para tirar impurezas e deixe esfriar até ficar quente mas não fervendo)
25 a 30 gotas de óleo essencial de tea tree, laranja ou eucalipto (opcional mas muito bom).
Coloque a água quente em uma tigela funda. Misture o sabão líquido, bórax, bicarbonato de sódio. Por fim, adicione o vinagre. Lentamente, adicione a água e mexa. Deixe-o esfriar e, em seguida, adicione o óleo essencial. Coloque num recipiente spray.

Esfoliante para limpar banheiras, pias e vasos sanitários
3/4 xícara de bicarbonato de sódio
1/4 de xícara de um bom detergente líquido
1 colher de sopa de água
1 colher de sopa de vinagre branco
Em uma tigela, misture o bicarbonato de sódio e o detergente. Adicione a água e mexa com um garfo.
Por último, misture o vinagre. A mistura irá espumar um pouco. Mexa para fazer uma mistura macia, pastosa e consistente.
Retire com uma esponja e inicie a limpeza.

Limpa tudo para banheiros (Incluindo azulejos e vidros do box)
1 xícara de bicarbonato de sódio
1/4 de xícara de vinagre de vinho branco (não use vinagre de álcool - é fácil confundir os dois)
1/3 de xícara de detergente líquido
3 colheres de sopa de washing soda (receita acima))
1 colher de sopa de óleo de côco
1 colher de sopa de sal marinho
20-30 gotas de óleo essencial de limão ou laranja
Coloque o bicarbonato de sódio numa tigela grande e larga de vidro. Devagar coloque o vinagre. Haverá uma reação, mas é uma boa reação. Adicione os demais ingredientes. Mexa bem. Coloque num frasco.

Antes de usar esta receita, pulverize a área com o limpa-tudo caseiro (receita aqui). Esta solução ajuda a quebrar qualquer resíduo de sujeira, inclusive tornando mais fácil limpar a sujeira de espuma de sabão. Depois, passe a receita desse produto com uma esponja em tudo e esfregue bem. Enxágue. Repita se necessário.

Limpa manchas em vasos sanitários, pias e banheiras)
1 colher de sopa de amoníaco
1 xícara de água oxigenada 10 volumes
2 litros de água
Misture tudo num balde. Jogue no vaso sanitário e na banheira, deixando "de molho" por trinta minutos. Esfregue bem depois com uma esponja.
Detergente caseiro, econômico e sustentável:
Ingredientes
– Dois pedaços de sabão de coco
– Dois limões
– Quatro colheres de sopa de amoníaco
Modo de preparo
– Derreta o sabão, picado em um litro de água fervendo. Coloque mais cinco litros de água fria, o suco dos limões e depois o amoníaco. Dissolva bem e guarde em garrafas e embalagens de detergente líquido.
As proporções da receita fornecem seis litros de detergente caseiro.
Quanto ao amoníaco,  trata-se de um composto químico que pode ser encontrado em farmácias. Ele é biodegradável e menos agressivo ao meio ambiente, pois se decompõe com mais facilidade do que os compostos de detergentes industrializados. Atenção: ao manipular esta substância, tome cuidado com os olhos e de preferência use luvas.
Pastinha para dar brilho em panelas
Hoje venho trazer para vocês uma receita antiga de sabão em pasta para ariar as panelas, que eu utilizo sempre em casa e sobre a qual eu posso atestar que funciona mesmo.
Costumo chamar essa receita de milagre da multiplicação do sabão...rsrs
Essa receita é simples, rápida e muito fácil e transforma 1 barra de sabão em mais de dois kilos de sabão em pasta!! É muita economia!!! Esse sabão além de limpar e dar brilho nas panelas, ainda ajuda a diminuir o consumo. A natureza e o bolso agradecem...
Ingredientes:
2 litros de água Filtrada
1 barra de sabão glicerinado biodegradável (eu uso 1/2 barra de sabão amarelo + 1/2 barra de sabão de coco//se o sabão de coco for pequeno uso 1 barra)
4 colheres de sopa de vinagre(prefiro o branco)
Modo de fazer:
Rale no ralador grosso ou raspe com a faca em lascas finas, depois coloque a água para ferver. Quando a água ferver desligue e em seguida coloque as raspas de sabão na água. Mexa delicadamente com uma colher de pau, para não fazer espuma, até dissolver todo o sabão. Quando essa mistura estiver morna acrescente o vinagre e misture bem. Então despeje em embalagens pequenas (eu uso os potinhos de manteiga ou margarina-reciclando sempre). Quando o sabão estiver totalmente frio o sabão estará pronto para ser usado!
Obs- Se você gosta de um sabão em pasta bem encorpado, pode usar 1 barra e meia de sabão como eu e aumentar o vinagre, se quiser menos consistente é só diminuir uma colher de vinagre. Experimente a receita original e depois veja se quer modificar, é apenas uma questão de gosto particular, só não use menos de 3 colheres de vinagre ou não funciona. O vinagre também dá brilho nas panelas.
Fontes: Greenpeace; WWF Brasil, IFIL, Mundo das Tribos, Panelas de Capim, BioRetro, Mulher Preciosa, Enquanto não sou rica,  Meu Cantinho de Dicas e Curiosidades.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Movimentos ambientalistas - décadas de 1980/1990


Fase da busca da qualidade ambiental

Na década de 1980 entram em vigor legislações específicas que controlam a instalação de novas indústrias e estabelecem exigências para as emissões das indústrias existentes. Empresas especializadas são criadas para a elaboração de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e de Relatórios de Impacto sobre o Meio Ambiente (RIMA).
     
Ao final da década de 1980, há uma preocupação mundial com a conservação do meio ambiente. Em 1987, o Protocolo de Montreal bane os clorofluorcarbonos ou CFC's e estabelece prazos para sua substituição.
     
Em 1989, em Basiléia, Suiça, é firmado um coonvênio internacional que estabelece as regras para os movimentos fronteiriços de resíduos. Passa a ser controlado o comércio de resíduos tóxicos de países ricos para países pobres, prática que era comum.
     
Na década de 1990 o componente ambiental passa a fazer parte do processo produtivo. Começa a haver uma preocupação muito grande com a racionalização do uso de energia, o entusiasmo pela reciclagem e pelo combate ao desperdício. É a fase da busca da qualidade ambiental.

Fonte: Tópicos em educação ambiental: recortes didáticos sobre o meio ambiente, de Berenice Weissheimer Roth


segunda-feira, 31 de março de 2008

Movimentos ambientalistas - Década de 1970


Fase da regulamentação e do controle ambiental

 Em 1972, o Clube de Roma publicou o seu relatório Limits to Growth (Limites do Crescimento Econômico). Qual foi a importância desse relatório?
      
O Clube de Roma era formado por um grupo de trinta especialistas de várias áreas para discutir a crise atual (da época) e futura da humanidade. O relatório apresentava modelos globais baseados nas técnicas de análise de sistemas projetados para predizer como seria o futuro caso houvesse modificações ou ajustes nos modelos de desenvolvimento adotados. O documento condenava a busca incessante do crescimento econômico a qualquer custo.
      
Os resultados da análise desse documento foram levados à Conferência de Estocolmo, em julho de 1972. Ali estiveram reunidos representantes de 113 países para a Conferência da ONU sobre o Ambiente Humano. A Conferência de Estocolmo gerou a Declaração sobre o Ambiente Humano, que estabeleceu o Plano de Ação Mundial e recomendou que deveria ser desenvolvido um Programa Internacional de Educação Ambiental com o propósito de educar o cidadão comum para a compreensão dos mecanismos de sustentação da vida na Terra.
      
Durante a Conferência aconteceu o registro mais polêmico e que foi patrocinado pelo Brasil. Os representantes brasileiros na Conferência portavam um cartaz que dizia: "Bem-vindos à poluição, estamos abertos para ela. O Brasil é um país que não tem restrições. Temos várias cidades que receberiam de braços abertos a sua poluição, porque o que nós queremos são empregos, são dólares para o nosso desenvolvimento". Foi um escândalo internacional!!! Representantes do mundo inteiro preocupados com a degradação ambiental do planeta e o Brasil apresentava uma proprosta para levar poluição ao país. E conseguiu, é desse período Cubatão, Rio Guaíba, Tietê, Projeto Carajás, entre outros...
      
Após a Conferência de Estocolmo poluir passa a ser crime em vários países. Nações começam a criar seus órgãos ambientais e suas legislações visando o controle da poluição ambiental. Essa fase é chamada de a década da regulamentação e do controle ambiental.
      
Na década de 1970 acontece também a crise energética mundial, causada pelo aumento abusivo do preço do petróleo. Então, além da poluição, dois novos temas passam a fazer parte da luta ambiental: a racionalização do uso de energia e a busca por combustíveis mais puros.

Texto baseado em Tópicos em educação ambiental: recortes didáticos sobre o meio ambiente, de Berenice Weissheimer Roth
Disciplina: Desenvolvimento Sustentável (Profª Letícia Hostin Lima)
Pós-graduação "Lato Sensu" Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Naturais" - outubro de 2007

domingo, 30 de março de 2008

Movimentos ambientalistas - Década de 1960


A Conscientização

Sempre me perguntava, em que momento começaram os movimentos ambientalistas mundiais? Qual foi o estopim para que isso acontecesse?
     
Bem, parece que tudo começou na década de 1960, quando houve uma súbita queda na qualidade de vida nos países industrializados. Mais precisamente em 1962, uma seqüência de desastres ambientais começou a acontecer em várias partes do mundo, como a contaminação da baía de Minamata no Japão, em que centenas de pessoas foram envenenadas por mercúrio depois de comerem peixes. Nesse período, a jornalista Rachel Carson lançou um livro que viria a se tornar um clássico dos movimentos preservacionista, ambientalista e ecologista. O livro Primavera Silenciosa alertava para a crescente perda da qualidade de vida produzida pelo uso indiscriminado e excessivo dos produtos químicos e os efeitos dessa utilização sobre os recursos ambientais. Esse livro provocou uma inquietação internacional a respeito do tema meio ambiente.
     
Esses movimentos ambientalistas pioneiros foram motivados pela contestação às contaminações das águas e do ar dos países industrializados. Percebeu-se que resíduos industriais podiam penetrar na cadeia alimentar e além de matar, causar deformações físicas em larga escala. Por causa da pressão dos movimentos ambientalistas da época começou uma fase de cuidados com o meio ambiente, como a descontaminação do rio Tâmisa em Londres, já declarado biologicamente morto pelos cientistas, além de cuidados com o ar da cidade. Essa fase pioneira de cuidados com o meio ambiente é chamada de a década da conscientização.

Texto baseado em Tópicos em educação ambiental: recortes didáticos sobre o meio ambiente, de Berenice Weissheimer Roth



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